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Entre M�e e Filha
� um blog escrito a quatro m�os, m�os da mam�e, a Nina e da filhinha, a Laura (ou Yume). Falamos sobre v�rias coisas. A mam�e sempre lembrando das coisas da sua vida, da sua inf�ncia. A filhinha, suas experi�ncias, seu aprendizado, suas pequenas loucurinhas em terra estrangeira.







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    21/04/2008 07:29

    Mudamos de Endereço!!!

    Mudamos amigos!! Basta clicar aí embaixo, entrar sem bater, e ficar à vontade. Nosso Novo Blog

    Passa lá hein?
    enviada por Nina



    18/04/2008 04:58

    O Tema Hoje é Educação

    Hoje acontece mais um blogagem coletiva, agora com o tema: "O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?" Vários blogs estão tratando do mesmo assunto e nós claro, não poderíamos ficar de fora de um assunto tão importante como este. Apesar de não ficar de fora, vou fugir um pouco do tema, eu acho, porque sou sincera em afirmar que nada faço contra o analfabetismo, já que nunca tive chances de ajudar alguém a ler, a não ser meus próprios filhos, alguns amigos deles, alguns filhos de vizinhos ou poucos sobrinhos.





    E vale afirmar ainda que analfabeto é aquela pessoa que não consegue ler ou escrever, mas também aquele que não entende o que lê (analfabeto funcional). E infelizmente esse número é maior do que o de analfabetos propriamente dito.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Sempre fui uma pessoa muito preocupada com minha própria educação, me esforcei muito para melhorar meu desempenho na escola. Tive grandes problemas nos primeiros anos da minha vida escolar. Comecei a frequentar a escola tarde, um ano mais tarde que o normal, não lembro de ter frequentado jardim da infância. Lembro que aprendi a ler sozinha, com minha irmã, porque isso não foi-me ensinado na primeira série. Eu sempre tive sede de aprender. Acho que já percebia que nada me seria dado de graça.

    Da primeira a terceira série do que chamam hoje, ensino fundamental, tive sérias dificuldades, porque tive professores muito ruins. Mas o ano mais difícil pra mim foi a terceira série, quando as coisas na escola começam mesmo a esquentar, e pra completar, eu tinha uma professora que era uma verdadeira bruxa, chegava a ter pedadelos com aquela mulher, de olhos arregalados e cabelos desgrenhados. Ela só faltava me chamar de burra, se é que não me chamou e eu já esqueci. Eu tinha tanto pavor dela, que nas suas aulas eu inventava uma dor de barriga qualquer e me escondia no banheiro até o sino bater e a bruxa voar com sua vassoura até a próxima turma, que ela iria enfernizar com sua risada debochada e olhar crítico. Ali, com aquela péssima aula, e péssima professora, começou meu martírio em matemática.

    Em decorrência desse difícil começo, vivi grandes dificuldades no ginásio, no ensino médio, na faculdade. Durante todo esse período fiz das „tripas coração“ para me melhorar, ralando muito pra entender o que já deveria saber há muito tempo. Foi assim, a duras penas, que descobri que temos nas escolas brasileiras, uma base muito fraca. Não era só eu que tinha problema na escola, outros muitos colegas tinham também, e o problema era que também os professores tinham uma base fraca e por sua vez, não sabiam passar adiante seus escassos conhecimentos.


    Vejo hoje meus filhos, com certas dificuldades que eles não precisariam ter, mas eles têm, porque a base continua ruim. Anos se passaram desde minha terceira série e meus filhos continuam com as mesmas dificuldades que eu tinha. Por sorte as crianças de hoje têm mais recursos quando comparadas aos seus pais.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Trabalhei com comunidades, distantes da cidade grande. Por 2 anos e meio, lidei com pessoas que não sabem ler ou escrever. Gente nova, com 25 , 28 anos, com uma porção de filhos (a média de filhos por casal era 6, repito: a média!!) igualmente analfabetos. Que apesar de estarem frequentando uma escola, possuem as mesmas dificuldades que os pais, e os avós tiveram. Muitos desistirão da escola, assim como seus pais, porque eles não vêem futuro melhor pra eles do que plantar mandioca no quintal, queimar a pele debaixo de sol na labuta diária, ter um companheiro, 10 filhos, envelhecer 20 anos em 2, e perder todos os dentes da boca. Assim, igualzinho como seus pais.

    Eles não têm motivação alguma de ir pra escola, porque a base continua fraca e o que é ensinado não está adaptado a sua rotina diária, ao seu pequeno mundo do interior.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    As crianças no recreio comem qualquer coisa que compram na esquina, enchem a barriga de guloseimas sem nenhuma substância nutritiva, isso quando podem pagar. Muitos nas escolas públicas não têm o que comer em casa. Saem pra estudar sem o café da manhã, e muitas vão a escola somente pra comer algo, o que vem a ser talvez um farinácio, que vai somente encher sua barriga faminta, assim como sua mãe fazia com ele, a fim de matar a fome e calar a boca do bebê.

    Sem paciência, sem instrução, sem leite materno, sem base alguma.

    Como aprender algo na escola quando a base alimentar é tão fraca quanto o próprio ensino??

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Existem recursos para a educação. Existe também desvio desse recurso.
    Existem bons projetos que tramitam no governo. Existe também quem emperre tais projetos.
    Existem boas escolas. Existem também milhares de péssimas escolas.

    O pior problema no Brasil é a corrupção, que desvia dinheiro público, que seria destinado pra serviços elementares como saúde e educação, diretamente para contas de outros. „Os culpados de nosso subdesenvolvimento somos nós mesmos, ou melhor, a melhor parte de nós mesmos: nossa classe dominante e seus comparsas“ Darcy Ribeiro


    A base sempre foi fraca, continua fraca e muito pobre.
    Igualmente como a mentalidade de muitos.

    "Lugar de criança é na escola" (e de preferência, numa boa escola)



    Algo forte pra se pensar:
    "Quem acaba com o analfabetismo adulto é a morte. Esta é a solução natural. Não se precisa matar ninguém, não se assustem! Quem mata é a própria vida, que traz em si o germe da morte. Todos sabem que a maior parte dos analfabetos está concentrada nas camadas mais velhas e mais pobres da população. Sabe-se, também, que esse pessoal vive pouco, porque come pouco. Sendo assim, basta esperar alguns anos e se acaba com o analfabetismo. Mas só se acaba com a condição de que não se produzem novos analfabetos. Para tanto, tem-se que dar prioridade total, federal, à não-produção de analfabetos. Pegar, caçar (com c cedilha) todos os meninos de sete anos para matricular na escola primária, aos cuidados de professores capazes e devotados, a fim de não mais produzir analfabetos. Porém, se se escolarizasse a criançada toda, e se o sistema continuasse matando os velhinhos analfabetos com que contamos, aí pelo ano 2.000 não teríamos mais um só analfabeto".
    Darcy Ribeiro

    enviada por Nina



    17/04/2008 05:14

    Gostei, mas hoje to toda quebrada...

    Quem viu o comentário da Laura no post da Mama Galinha, soube que eu ando dançando pela casa. Danço mesmo, chamo a molecada e o João que antes adorava dançar com a mãe, agora só quer dançar Hip Hop, isso aí eu não danço não. A Laura diz que tem a sua dignidade a zelar, que não dança (onde já se viu??!!!). Então eu danço sozinha! to nem aí. Adoro.
    Mas, tava me sentindo meio parada e o maridon teve uma idéia, porque não dançar num aula? Ele tem uma colega de trabalho que faz isso e me convidou, seria bom pra mim, fazer algo por mim e de quebra, conhecer pessoas (na Alemanha não é muito fácil fazer amigos). Pois comecei ontem. O tipo de dança não é muito do meu agrado, é coreografada, lembra do Jazz? não a música, mas o tipo de dança que fazíamos muito nos anos 80??? pois é! ahahaha, me senti quando fazia isso com minhas irmãs e nossa prima Kit, e saíamos todas metidas de polaina e meião pelas ruas de Manaus, rsrs. Mas confesso que adorei. Foi muito legal, a mulherada é super simpática, todas na faixa dos 40. Eu me diverti à beça, errei todos os passos, todo mundo ria junto comigo. Elas já fazem isso há um bom tempo e eu, bom, eu fazia isso quando tinha 13, 14 anos. Mas vai, não estive tão ruim não.
    É bom porque a gente faz ginástica, um pouco de balé e o próprio jazz, em ritmo coreografado. Adorei, mas apesar disso, ao me ver ofegante quase morrendo num canto, a professora falou: "xii a Nina talvez não volte na próxima aula". Eu vou surpreendê-la quarta feira que vem. Vou dar uma de Olivia Newton John e ninguém me segura!!

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


    E só pra lembrar que amanhã tem assunto sério por aqui e em vários outros blogs. Vamos todos falar sobre educação, em mais uma blogagem coletiva. E se você ainda não se inscreveu na lista, pega esse selinho ai debaixo, coloca no seu blog e passa lá na Geórgia, acho que ainda dá tempo, eu acabei esquecendo de informar sobre isso, sorry!!

    Mas tenta passar lá, fale vc também sobre esse assunto tão importante pra nosso país.



    enviada por Nina



    16/04/2008 05:57

    Sobre amores e blogs

    Hoje em dia quando penso sobre o amor, o que me vem à cabeça é algo como este blog. As pessoas costumam falar que amor é igual a uma plantinha, que precisa ser regada continuamente. Concordo.





    Mas agora que tenho este blog posso dizer que amor é igual as relaçoes que tenho com ele.

    Todo dia venho aqui, olho com carinho, leio e releio, olho tudo um pouquinho, vejo comentários, choro, me alegro e me emociono, escrevo. E o amor não pára por aqui. Ele se distribui quando eu visito outras casas.




    E há uma correspondência ou não entre nós.

    Porque eu tenho que ir mais de 20 vezes comentar num blog fora do meu, se esse blog não vem uma vez sequer olhar o que é meu?

    Eu vou, leio e releio, visito posts passados, comento, dou meu amor, me dôo, e não tenho o amor correspondido. Então canso, e não me dou mais. Simples assim, como deveria ser alguém que na vida, não recebe o que dá. „Ahh, você não me quer? Então, sorte minha, vou sair de fininho de você.




    Tchau!"

    Mas quando há a troca, o outro vem e retribui o que recebeu. Eu por minha vez, vou e volto. E assim o amor é transportado, é reciclado a cada comentário, a cada post, o amor é renovado. E às vezes esse amor ultrapassa barreiras, vira um email, uma carta, um telefonema, um pensamento em algum lugar sobre alguém que já conheço „bem“, apesar de ser apenas por aqui, num click, e me lembro assim, meio sem querer, no dia a dia.

    Torço por essa pessoa, peço a Deus por essa pessoa, me alegro por essa pessoa. E o amor está ali de novo.

    Muita coisa se vê em blogs, coisas boas e ruins, coisas bobas e importantes. Mas tenho notado que tudo que permanece de fato, pelo menos para mim, e devido as minhas necessidades, é o amor.

    Eu posso gostar de amenidades, posso gostar de moda, de beleza e maquiagem, mas quem permanece é o que mais me interessa, e o que mais me interessa não é maquiagem, não é celebridade.

    Mas em vários blogs visitados, vejo que leio, leio e não absorvo nada. Porque o fútil passa por mim sem deixar marcas.

    Já o amor fica, permanece e essa marca é indelével. Pessoas que não amam niguém, pessoas que brincam com o amor dos outros, essas passam.

    Não gosto de um blog que perde seu carinho por quem vai lá.
    Tem blogs que recebem tanto amor e não corresponde nenhum.
    Tudo fica impessoal demais.
    E esses me fazem lembrar pessoas que são amadas mas que não enxergam o amor que recebem, não pensam no outro.

    Ao mesmo tempo leio blogs sérios, leio principalmente os que me falam ao coração e existem alguns que não precisam vir aqui por que o amor é muito grande, a gente percebe, e ele é dividido com muitos. Assim, um amor puro, amor que não cabe de tão grande, amor distribuído.





    E é assim que me encontro no amor sincero dos pequenos e simples. Nos pequenos blogs onde por trás deles existem grandes pessoas, que entendem o quanto o amor precisa ser regado como uma planta, ou alimentado diariamente com um novo post, com um comentário de reciprocidade.

    E que entende principalmente que às vezes é melhor sair um pouco do blog, e olhar em volta, porque os que amamos estão também aqui do nosso lado, só esperando ser clicados, com receio de serem deletados. Desejando no fundo, apenas serem regados.

    Este post é em homenagem às minhas pessoas queridas, Carlinha, Carol, Márcia, Núbia, Pitanguinha, Lino, Ro, Juli, Daniel, Papai Ruy, Klo, Keury, Lou, Cris, Cris,Cris (rsrsrs), Ju, Sabrina, Balzaquiana, às pessoas que lêem mas não comentam, e você.
    enviada por Nina



    15/04/2008 07:54

    Ahh mãe, demorou mas agora entendi...

    Queria tanto não ser uma mãe desesperada, sabe aquela mãe zen, tranquiiiila??
    Xii, será que ela existe???

    Porque será que toda mãe tem sempre que pensar o pior???
    ou será que sou somente eu a desesperada aqui??

    Não aguento esse jeito de querer ser a Mamãe Galinha, aquela que precisa ter todos os filhotes debaixo das asas super protetoras.

    Filho é do mundo mama galinha!!! entende isso de uma vez coroquinha! Aaahhhh mas como entender isso??????
    Alguém pode me dar uma luz?
    Alguém pode me dizer: „mas teus filhos são ainda tão pequenos Senhora Galinácea Desesperada da Silva, deixa eles crescerem mais pra tu ver como é“....

    Ai, eu sei de tudo isso. Leio e li muito sobre desenvolvimento deles. Observo muito e aprendo todo dia um pouco, sou uma mãe mais que esforçada. Mas meu coração galináceo não muda.

    Como ver tranquilamente um filho dizer que vai dormir na casa de um amigo e não ficar preocupada? como ver calmamente um filho telefonando pra uma "amiguinha", suspirando e dando sinais que tá apaixonado? como ver um filho saindo com amigos sozinho, sem a mamãe pra ajudar numa necessidade qualquer? Sem poder segurar a mão dele na rua, ajudando a atravessar o sinal de trânsito, acompanhando os seus olhos pra saber pra onde eles estão olhando, protegendo de todos os problemas???

    Sei que mesmo estando do lado, direto, problemas irão acontecer. Mas isso só o meu lado racional sabe, o instinto de mãe tá sempre presente, dificultando o entendimento, achando que é autosuficiente. Mesmo sabendo que não é.

    E desde quando mãe é Deus?!

    Sei, filho é do mundo e o mundo pertence aos filhos.

    Mas mãe sofre, CARAMBA!
    E a cada dia valorizo mais e mais a minha própria mãe, a dona Flora. Porque nós não fomos fáceis. Tente ter 5 filhos, 4 moças e um rapaz, e cada um com seu problema, com seus namorados (as), com sua tristezas, com suas notas baixas, com sua vontade de mudar o mundo, com suas resignaçoes quando viram que não seria possível, com suas novas famílias, com seus maridos problemas, com seus filhos...

    É, ser mãe não é fácil, nega, mas vou te contar, é maravilhoso!

    Deus me ajude e me dê sabedoria pra aceitar que não sou a dona do mundo nem dos meus filhos, que Ele faça a dona Galinha compreender que seus pintinhos precisam bicar pelo mundo afora, sem muitas vezes, a sua presença física, física (!!) pelo menos... e como ri a Laura, „Muahhhahhaha“.


    Aaahh mas eu vou telefonar, mandar carta, mandar email e pagar passagem pra ir onde quer que eles estejam, e o marido que aguente as contas no fim do mês.




    O desespero é tão grande, que já tô até pensando em arrumar outro bebê pintinho, assim, quando os maiores deixarem o galinheiro, o bebê fica, e quando o bebê crescer, já deu tempo de virem os netos pintecos, é assim que quero minha casa, sempre com crianças por perto!
    enviada por Nina



    14/04/2008 04:34

    Museu, Vida e Morte

    No fim de semana estivemos no Museu de Basel pra vermos a exposição Fundo do Mar. Já era o último dia dessa exposição especial no museu, porque ela deve visitar outros museus, já que não era permanente.
    Interessantíssimo. As crianças se sentiram dentro do mar. Até num pequeno submarino elas entraram, onde havia 2 poltronas e uma grande tela passando imagens que o próprio fez do fundo mar, e com aquele barulhinho natural do submarino que se ouve nos filmes bip bip bip...

    Esse museu por sinal é lindo e enorme, tem vários andares e se autointitula Museu de História Natural : Arquivo da Vida.
    E além desa exposição havia outras, de seres humanos e sua evolução, até vários tipos de animais, dos pequenos insetos aos enormes mamíferos.
    É uma viagem à beleza da diversidade que temos no planeta.





    * * * * * * * * * *

    E já que estamos falando de museu, que mostra a vida e a morte, me pego pensando na luta pela manutenção da alegria da vida, apesar de tantas provas que passamos pra nos manter em pé, mesmo depois de tantas perdas.
    E é por isso que penso em alguém muito especial agora.
    Para quem ainda não conhece a História da Cris Guerra ou não assistiu na sexta feira a Matéria do Globo Repórter
    aqui está uma chance.

    Essa mulher, a Cristiana, descobre a cada dia, formas muito delicadas de lidar com suas grandes perdas pelo caminho da vida. Ela aprende e ensina. A Cris é mais uma de muitas mulheres, digna de grande admiração.

    * * * * * * * * * *
    enviada por Nina



    11/04/2008 15:33

    Racista? Eu??

    Bom...primeiramente...mil perdoes pelo meu desaparecimento. Eu não ando escrevendo muito...e nem vou inventar uma desculpa, foi preguiça mesmo u.uv

    Mas agora eu vou falar sobre uma coisa que aconteceu hoje comigo. Enquanto eu pegava o ônibus pra voltar pra casa, não parava de pensar: "tenho que escrever isso no blog, tenho que escrever isso no blog!"

    Então vamos lá!

    Vocês devem estar se perguntando (ou não né, sei lá): que raio de título é esse? Por que racista?? Bem, eu explico. Mas antes eu tenho que contar toooda uma históri(nh)a. Encaram?

    ...

    Uma quita-feira bem normal. Acordei, fui pra escola, estudei, falei as abobrinhas de sempre, e fui pra aula de esporte das garotas.

    Particulamente, esporte não é lá a minha matéria preferida. Não é que eu seja um enorme desastre (peraí, sou sim!) mas é que eu realmente não vejo a menor graça em ficar correndo pela quadra atrás de uma bola, uma colega ou sei lá o quê. Mas fazer o que né?



    Ok, hoje nós jogamos tênis. Eu fui chamar a Mônica, uma grande amiga minha. Só que depois, uma outra amiga nossa, apareceu e disse que queria jogar com ela também. Nós meio que discutimos um pouco, mas no final, a Mônica resolveu ficar comigo.

    Depois parecia estar tudo resolvido e nós ficamos rindo enquanto atravessávamos a quadra pra pegar as raquetes e a bola. A Mônica foi um pouco mais longe, atrás de uma bolinha amarela que saiu quicando pelo chão, e eu peguei o par de "grades" pra gente jogar.

    Até que apareceu a minha outra amiga, aquela de antes, pra pegar duas raquetes também. Ela olhou pra mim e disse algo bem rápido e que eu não entdendi direito, mais foi parecido com isso:

    -Ei Laura, por que você não quis fazer par com a outra menina ali? - ela apontou para a garota que tinha sido a minha parceira na ginástica - Por que ela é negra é?
    -Quê?!
    -E eu? Por que você não me deixou fazer par com a Mônica em paz? Por que eu sou negra também ou o quê? Sabe como isso se chama? Racismo!
    -Do que é que você tá falando, hein? Eu nem percebi isso e...
    -Racismoooo!

    Eu fiquei como uma cara de "hã?", até que a Mônica chegou e começamos a jogar. Enquanto isso, a minha outra amiga arranjou outra pessoa (uma negra também) pra ser par.

    Depois da aula, nós fomos ao vestiário pegar nossas coisas. A Mônica já tinha ido pra casa e eu fiquei tentando descobrir a melhor maneira de prender o meu cabelo. Rabo-de-cavalo ou fivela? Acabei deixando solto mesmo (nossa, que assunto mais inútil -.-).

    Então eu vi a mesma garota de antes, tocando os tênis esportivos pelas botas de bico fino (nunca vou entender comos conseguem colocar os pés naquela coisa, nós temos cinco dedos no pé, e não só um enorme e pontudo! (mais um assunto nada a ver, ignorem)).

    Então eu aproveitei pra ir lá falar com ela.

    -Oi - fiquei em pé de frente pra ela. - Tá se sentindo melhor agora?
    -Estou ótima - ela levantou. - Por quê?
    -Porque eu queria saber...que história foi aquela de dizer que eu disse algo sobre a sua cor de pele. (pequeno detalhe: eu sou branca, só pra constar).

    -Ué, e não é verdade?
    -Mas...[prefiro não falar o nome dela -.-]...do que é que você está falando? Eu não disse nada sobre a sua cor! Dá pra explicar de onde você tirou isso?!
    -É verdade! Você quis fazer par com a Mônica porque ela é branca que nem você! E eu não posso porque sou negra! É racismo!!
    -Menina, de onde você tirou isso?? - nossas vozes foram de elevando um pouco - Não tem nada a ver! Quer parar de inventar coisa?!
    -Não estou inventando! Eu sou negra e você é branca!
    -E daí, caramba???
    -É racismo!!
    -Pára de pensar bobagem!!

    Nessa hora, uma outra colega nossa veio perguntar que motivo era daquela gritaria toda. Olhei pra trás e vi que boa parte do pessoal no vestiário (só umas 8 ou 10 pessoas) estavam olhando pra gente, inclusive a professora!

    -Frau Römer (o nome da prof.)... a Laura estava...
    -Eu não fiz nada.
    -As duas estavam falando sobre racismo - disse outra colega.
    -Eu sei, eu ouvi - respondeu a professora. - Mas isso não é problema meu, elas tem que se resolver sozinha. Além do mais... - ela olhou o relógio - ...a aula já acabou garotas, o que estão fazendo aqui ainda?

    Eu dei um olhar gelado pra minha colega escandalosa, peguei minhas coisas e comecei a andar até a rua. Ouvi a voz de alguém me chamando mas nem olhei pra trás. Racista, eu. Pode?!

    Andei bem rápido até a estação onde pego o trem pra ir pra casa. Ainda faltava um tempo até ele chegar e fiqui esperando num banco.

    Depois de alguns minutos, eu vi três garotas chegando. A que eu tinha brigado, a que tinha perguntado o porque da gritaria, e a que foi minha parceira na ginástica.

    -Ei Laura... - a que tinha me chamado de racista chegou perto de mim - ...eu preciso falar com você.

    Fingi que não ouvi e tentei me levantar pra ir embora. Mas ela foi mais rápida e segurou meu braço.

    -Tá bom, tá bom - falei. - O que é?
    -Eu queria me desculpar...o que eu queria dizer era que...bom, eu estava irritada...
    -É, é. Eu vi.
    -Tá. É o seguinte. Eu não quis falar racismo. Você devia mesmo ficar com uma garota banca e eu com uma negra. Pronto.

    Eu fiquei de boca aberta. Quem era, afinal, a racista ali?

    -P-peraí. Você acabou de dizer que...
    -Eu sinto muito tá? Não fique brava, por favor!

    Uma outra amiga me deu um lenço (as pessoas vivem com lenços de papel por aqui, é até estranho o.ô). Porque eu estava meio que começando a chorar. Mas não falei o motivo pra elas. Na verdade, acho que nem eu sabia.

    Foram só duas lágrimas, mas elas interpretaram isso como uma desculpa e me abraçaram (bom, eu já ia desculpar elas mesmo...).

    Mas o abraço acabou logo. O meu trem estava chegando e eu precisava ir embora...

    ...

    Agora eu tô em casa. E a mamãe me mandando sair do computador. Bom, melhor apressar meus pensamentos.

    Falando nisso, hoje, voltando pra casa, eu fiquei pensando sobre isso...pra mim tanto faz se ela (ou qualquer outra pessoa) é branca, negra, amarela ou azul. Pelo menos com cores, eu não tenho nenhum preconceito.

    E também fiquei pensando que isso não afeta só o tipo de pele que a pessoa tem.

    Eu olhei o vagão do trem e vi gente nova e gente velha. Gente negra e branca. Gente feliz e preocupado. Gente com piercing, de maquiagem, de saia curta, de casacos enormes. Gente religiosa e pagã. Gente que fuma. Gente que fuma demais. Gente que trabalha todo dia e gente que so está a passeio. Gente rica e pobre. Gente na moda. Gente brega. Gente que é gente.

    ...

    Não sei porque as pessoas são preconceituosas às vezes. Ou quase sempre. Qual é o problema em "amar ao próximo como a ti mesmo"? Alguém me explica??

    Somos todos seres humanos gente. E até os animais merecem ser tratados com respeito. Todo mundo divide o mesmo planeta, a mesma casa. E devemos estar unidos em todos os momentos.



    Nos bons e nos ruim.

    x3
    enviada por Yume



    10/04/2008 05:50

    E se eu pudesse voltar no tempo??!!

    Me pergunto o que eu faria se tivesse hoje o poder de voltar no tempo pra desfazer algo que fiz, ou refazer algo que desfiz. Pra onde eu iria? Em que ponto da minha vida eu voltaria pra consertar algo? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?

    Penso e acho que voltaria em poucos lugares e épocas da minha vida. Porque me acho muito bacana („modéstia às favas“, como diz Nirley) e por ser quem sou. Pois sou exatamente quem e como eu deveria ser. Que estou onde deveria estar, desde sempre.

    Tenho aprendido a cada dia com meus erros e a cada dia estou mais ciente que minhas escolhas foram acertadas a cada situação, mesmo que muitas vezes elas tenham parecido erradas.

    Há um arrajamento invisível muito além de quem somos, que coordena tudo, que organiza o caos, o inexplicável. O invisível. Uma força que denomino por Deus, Vida. E que você provavelmente pode chamar por outro nome.

    Não, não preciso voltar a lugar nenhum do passado, porque sou absolutamente grata a Deus, pelo que sou, pelo que fiz, pelo que não fiz...

    ...

    ...

    ... mas pensando bem, voltaria sim, 3 vezes num passado distante.

    * a primeira volta seria: Eu tinha 11 anos, e um pediatra da escola ao me consultar, disse que eu era pequena pra minha idade, e me receitou um medicamento. Eu tive vergonha (como sempre) e não comuniquei pra minha mãe.
    * o que eu deveria ter feito: Dito pra minha mãe que ela tinha uma filha anã. Talvez hoje eu fosse alguns centímetros maiorzinha, buáááá.... (mas tudo bem, Nina, não precisa chorar, afinal isso não é tão terrível assim, vai...)
    * sentimento da época: Vergonha demais;

    ***

    * a segunda volta seria: Quando precisei na primeira de muitas vezes, parar a faculdade, e minha irmã Nil me ofereceu pra pagar os meus passes escolares e almoço na universidade que funcionava diurnamente em troca de eu não largar a faculdade pra trabalhar.
    * o que eu deveria ter feito: Engolido o orgulho idiota e aceitado sua ajuda (super valeu a intenção maninha)
    * sentimento da época: Orgulho demais;

    ***

    * a terceira volta seria: Talvez a mais importante volta que eu faria na minha vida, quando um ser surgiu no passado pra atazanar meu futuro.
    * o que eu deveria ter feito: Gritado a primeira vez bem alto e em bom som: „chama a polícia porque tem um maníaco aqui“. Mas, mas, eu não tinha conhecimento de como me defender.
    * sentimento da época: Muito medo, aos prantos, muita culpa, triste, isolada, total incapacidade pra defesa, calada, mortalmente ferida, imunda, raiva contida, com nojo, alma no chão, nojo, nojo...

    ***

    E você, voltaria aonde no tempo?





    Um dia essa menina ainda dá um grito!!!
    enviada por Nina



    09/04/2008 04:50

    Saudade

    Nas primeiras semanas do blog, coloquei um vídeo muito bonitinho. Hoje revi e resolvi postar novamente. Eu acho tão fofo! Além de bonito, o vídeo me lembra meu paizinho. Quem quiser assistir e se enlaçar, basta clicar.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Esse vídeo me lembra também o texto que a minha escritora preferida escreveu há algumas semanas e está concorrendo lá no site preferido dela. Se você está com vontade de ler algo bonitinho, eu recomendo o Flor de Cerejeira
    Assim vc vê como Laura que deseja ser escritora, já tem muito talento.

    enviada por Nina



    08/04/2008 05:00

    Dia Mundial de Combate ao Câncer

    Minha avó morreu de câncer. Meu avô também.

    Antigamente as pessoas não falavam essa palavra com medo de pegar, de atrair a doença para si ou por puro preconceito. Se bem que tudo acaba sendo a mesma coisa: preconceito talvez seja o maior câncer de nossos tempos. Preconceito. Ignorância.

    Ainda hoje há pessoas que falam C.A. ou dão outros nomes. Não sei se esse é um termo médico e então pessoas que estão ligadas de alguma maneira a essa área usam o mesmo termo, mas acaba tudo na mesma coisa.

    Outro dia estavámos num trem, eu, o marido e as crianças, e meu marido estava reclamando de algo que havia acontecido, quando um velhinho olhou pra ele e perguntou na cara dura qual era o seu problema. Meu marido não respondeu, no que o velhinho prontamente falou: „meu filho, se você tem algum problema você precisa falar e se zangar contra o que te causa o problema de alguma maneira“. Falou assim, sem esperar resposta alguma e eu só conseguia pensar: "mas que diaxo de velhinho é esse meu Deus? Porque ele se meteu onde não foi chamado? Mas, pois „nun“ é que ele tem razão?!“

    Câncer é desse jeito, se você não fala, ele acaba falando por você, e ele entra na conversa assim, igual o velhinho no trem, sem ser chamado mesmo. Ele invade simplesmente e você não tem chance nenhuma de mandar ele se calar.

    O melhor é falar e não ter medo de contagiar os outros, ir ao médico regularmente, se cuidar.
    Se é mulher, ficar atenta ao corpo, aos seios depois do período menstrual, fazer anualmente o exame de colo do útero sem medo(ainda existem mulheres, por incrível que pareça, que não fazem o exame Papanicolau pensando que isso pode causar a tal da doença!). Se tem mais de 45 anos, fazer anualmente uma ultrassonografia das mamas; praticar sexo seguro, vide: USE CAMISINHA! evitando assim o HPV, que pode vir a causar o câncer de colo uterino; fazer do uso do protetor solar uma constante na sua vida, não somente na praia, mas regularmente, como se fosse um creme pra pele, ou um batom, que você não esquece de usar; cuidar dos ossos, da mente.

    Se for homem, observar problemas ligados a próstata, e para ambos os sexos, ver seriamente a questão do cigarro e tentar levar uma vida o menos sedentária possível, enfim.

    Estes são apenas alguns dos possíveis alvos do câncer, os mais falados, os mais temidos.

    Se a gente não se cuidar, quem fará isso por nós?!

    Conhecer seu corpo é a melhor maneira de reconhecer possíveis problemas.




    Não tenha vergonha de se conhecer por dentro. Não tenha vergonha de perguntar. Fique atento ao que o seu corpo fala!
    enviada por Nina



    08/04/2008 04:55

    Vida ao contrário?

    A Ro Costa escreveu uma frase no blog do Lino
    de autoria do Charles Chaplin. Eu achei a frase tão, mas tão interessante que to colocando aqui hoje. Olha gente, olha que coisa bonita.

    "A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
    Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
    Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"




    :::::::::::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::::::::::::::
    Ro, não consigo comentar no seu blog.
    Milla, no seu também não, desculpem meninas
    enviada por Nina



    07/04/2008 03:48

    A Bisavó

    Eu falo muito de passado porque as coisas que vivi são muito fortes ainda dentro de mim. Isso talvez seja envelhecer. Não que eu me sinta uma velha coroca, mas acho mesmo que faz parte dessa viagem ao envelhecimento uma viagem ao passado que vivemos. Já li em algum lugar que os mais velhos com problema de memória, por exemplo, Mal de Alzheimer, podem lembrar de coisas vividas há muitos anos mas não lembram o que fizeram há alguns minutos.

    Meus filhos têm duas avós, nenhum avô mais, mas têm ainda uma bisavó! Ela tem 98 anos, se veste toda bonita ainda hoje, coloca seu batonzinho, pinta os cabelos, e todo dia está impecavelmente arrumada. Até pouco tempo atrás, ela ainda fazia crochê, e costurava roupinhas pra crianças de um orfanato em Belo Horizonte. Não a vejo há algum tempo, mas acho que ela ainda o faz.

    Ela conta histórias de seu passado tão vivamente como se estivesse acontecendo agora, mas no dia do seu último aniversário, perguntava a todos, afinal pra que aqueles presentes, quem estava fazendo aniversário??

    Dela tenho boas recordaçoes, de mim certamente, ela já não se lembra mais. Quando nos conhecemos, Laura tinha pouco mais de 3 meses de vida. Depois de alguns dias desse encontro, fomos a um restaurante, e a bisa me olhando curiosa, certamente me achando exótica pro seu neto de olho azul, pele branca, cabelo louro. No restaurante, ela sentava pertinho de mim e me contava da sua viagem ao Amazonas, quando a minha então sogra ainda era uma jovem. No meio de um copo de cerveja e outro, a bisa pediu pra os cantores tocarem India em minha homenagem. „India teus cabelos nos ombros caídos, negros como a noite que não tem luar“...
    A bisa me abraçava e dizia que adorava agora ter uma índia na família.

    E era assim o carinho dela comigo, meiga e irônica ao mesmo tempo, passava as mãos macias no meu rosto, quando nós a abraçavamos, tinha aquele cheirinho gostoso de vó, me mostrava fotos do passado, e mandava preparar almoços deliciosos pra gente se sentir em casa.

    Quando ela começou a dar os primeiros sinais de esquecimento de alguns fatos mais atuais, ela esquecia até o neto, mas a índia aqui, não. Quando eu ia a BH ela dizia: „Nina, Nina, você nunca vem a Belo Horizonte, como vai o Amazonas?“
    Eu me sentia à vontade com a bisa dos meus meninos, e eu me lembrava da outra bisa que eles não conheceram, aquela do Amazonas.

    Agora acho que a bisa vive em outro mundo. Um mundo onde o marido dela ainda vive, onde a vida é mais simples. Um mundo onde ela ainda se lembra de tudo. Talvez por isso a bisa ainda chore enquanto fala como se fosse hoje...
    como terá sido a vida de quem nasceu há quase 100 anos??




    Como foi eu não sei, o que sei é que o contato dos nossos filhos com esse passado dos avós é primordial pra seu crescimento. Se você tem essa chance, não desperdice!
    enviada por Nina



    04/04/2008 07:42

    Culpada!!

    Estava olhando a tristeza da filhota depois de alguma nota não muito boa na escola, e vi de mansinho a chegada da velha senhora dona Culpa. Sorrateira como ela só. Maligna como só ela consegue ser.

    Essa senhora desagradável, que chega de mansinho, sem fazer barulho, vai fazendo estragos absurdos através do tempo.

    A senhora dona Culpa estava querendo me mostrar que negligenciei certas atitudes que deveria ter observado. Certas coisas que passaram por mim e só as percebi um pouco tarde. Sou desligada, desatenta, desorientada, perturbada... e dona Culpa sabe disso.

    Já começava a aceitar o que a velha nojenta me sussurrava ao pé do ouvido, quando me percebi a perguntar porque diabos uma mãe tem que se sentir sempre a culpada por tudo??? Afinal um filho não é somente aquilo que herdou ou aprendeu com a mãe, ele não depende somente do pai, não depende somente de seus genes, nem somente dos amigos, da turma que ele está inserido, pra ser quem ele é. Um filho é um ser humano complexo.
    Ele não é algo simplesmente porque eu quero que ele seja ou ele não deixará de ser algo porque eu falhei em algum momento, ele não é assim ou assado por minha culpa, ele é o acúmulo de várias coisas, ele é o total de tudo e é um total que como eu, como minha mãe, minha vó, meu bisavô, meu amigo, meu irmão, ainda não está completo.

    Ainda vou ter a maturidade pra entender o que dizia a canção da Legião: „você culpa seus pais por tudo e isso é absurdo, são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer“ e ai vou poder mandar aquela velha asquerosa pra baixa da égua...




    Sai da frente bruxa do mal!!
    enviada por Nina



    03/04/2008 08:41

    "É pelo sonho que vamos"

    Hoje estou com vontade de falar de sonhos, desses que temos quando estamos acordados.
    A Cris de Bourbon no primeiro aniversário do seu blog, quis fazer algo diferente e pediu que suas leitoras de blog escrevessem algo no estilo do livro "O Segredo", no qual acredita-se que tudo está dentro da gente mesmo, que tudo é uma questão de acreditar e viver como se o sonho já estivesse sido realizado. Topei a brincadeira. Hoje resolvi colocar aqui no post, pra vocês, que tiverem paciência suficiente, lerem.
    Acho que é legal porque estou falando de esperança e crença num futuro melhor.

    :::::::::::::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::

    Depois de muito chorar, e me sentir aos frangalhos, como todo dia, me levanto e me preparo pra mais um dia de luta. Pego o ônibus de 1 hora da manhã em direção a Manaus, e encaro 4 horas de viagem. Durmo e acordo com os solavancos do ônibus, sonho com uma melhor vida pra mim. Chego em Manaus ainda escuro, e tiro uma soneca sentada nas poltronas desconfortáveis da rodoviária, junto de pessoas que não têm um teto pra dormir. Ali me sinto uma mulher de sorte, apesar de chorar todo dia.

    Quando finalmente o dia clareia, pego um ônibus até a faculdade. Passo um dia lá, entre livros, aulas práticas e bocejos, mas me sinto feliz por fazer algo por mim. Às 19 horas do mesmo dia, pego o ônibus de volta, mais 4 horas de viagem.

    Chego em casa muito cansada, as crianças já dormem, o marido ainda briga. E eu vou dormir e procurar nos meus sonhos, a paz que preciso. E faço essa viagem a Manaus duas vezes na semana. Em uma outra semana, fico por lá 4 dias, numa outra 3 dias, enquanto meus filhos sentem minha falta, meu marido reclama pra eu voltar, apesar de apoiar a minha volta a faculdade deixada há uns 3 anos e eu me sinto a mais culpada das criaturas. Mas sigo em frente.
    Numa dessas minhas 4 horas de viagem, decido que não posso mais ficar com ele. Estou cansada de sofrer todo dia. Mas não tenho força e nem dinheiro pra sair de casa. Decido permanecer ali, debaixo do mesmo teto, mas separados. Ficamos assim por 3 ou 4 anos!

    As brigas continuam, mas me sinto diferente. Tem algo renovado dentro de mim. Me formo finalmente na faculdade, arrumo um bom emprego em 3 meses e saio de casa, porque ele se recusa a sair. Alugo uma casinha, pequena como de boneca, e mudo com poucas coisas que eram minhas. Peço um CD dele, dos Titãs, ele não me dá. Ele está muito chateado comigo e me diz que fui eu quem decidiu por separar, então devo ir sem meus filhos.

    Me acabo de chorar depois que todos os poucos móveis são colocados na casinha, e meus filhos não estão lá pra me ajudar a colocar algum quadro na parede, ou decidir onde coloco a cômoda. Mas era necessário fazer algo, tomar uma decisão.
    Aos poucos vou arrumando a casinha e ela fica bem agradável. Minhas amigas fazem festa de inauguração da "Casa da Nina" e assim a gente vai levando.

    Nossas casas são próximas, as crianças eu vejo todo dia, depois da minha jornada de trabalho. Vou até a casa deles religiosamente, limpo e organizo a bagunça, conversamos um bocado, brincamos, depois ajudo nas lições de casa, passeamos de moto pela cidadezinha, ouço algumas palavras negativas vindas do ex marido e outras de vizinhas que não compreendem como uma mulher pode sair de casa e deixar seu „bom“ marido e seus dois filhos. Às 10 da noite vou pra casinha de boneca, pra acordar 4:50 da manhã e pegar o ônibus da empresa, que me leva ao meu trabalho na estrada.

    Trabalho com pessoas que moram na floresta. Ribeirinhos que já não têm tantos sonhos. Mas têm a mim e ao meu chefe, pra ajudá-los de alguma maneira a encontrar sua dignidade perdida. Perdida assim como a minha.

    Me encontro na felicidade infindável do meu sonho, onde estou feliz, com um amor sincero e bom. Um alemão me entrega uma aliança de noivado em cima das dunas de Jericoacoara, enquanto olho entre surpresa e feliz, as estrelas do céu de janeiro, perguntando se aquilo é mesmo real. Em alguns meses, me vejo na Alemanha. E casamos na minha cidade, na minha Manaus querida. Com meus amigos e familiares mais próximos. Meu filho de 10 anos me leva ao altar e minha filha de 13 carrega as alianças.

    Meus filhos já estão comigo, e meu ex marido, aceita que eles venham morar comigo numa boa, não faz objeção alguma, porque ele sabe que sou uma boa mãe e ele afinal, é um ótimo pai. E ele agora reconhece meu valor. Esperei 14 anos por isso!!

    Acordo. Estamos agora em Paris, o meu mais antigo sonho. Leio um jornal em frente a Torre Eifel e tomo um "café au lait" à beira do rio Sena. Meus filhos brincam sob o sol ameno da primavera, e meu marido fotografa esses momentos mágicos. Acordo. Tenho a paz que tanto pedi, aos prantos a Deus, no escuro do meu quarto. E acordo novamente. Agora, estou aqui no meu apartamento, escrevendo uma parte da minha historinha de vida, enquanto vejo a neve cair lá fora, vendo em relances o que passei, ao mesmo tempo que ouço as risadas dos meus filhos brincando. E meu doce marido me chama ao telefone, precisamos comprar mantimentos pra nossa viagem de feriado. E eu dou uma paradinha ao escrever para a princesa Fiona de Bourbon, mas não antes de complementar que SEMPRE vale à pena sonhar. Que mesmo que a vida esteja difícil neste momento, e que as lágrimas nos impeçam de enxergar algo melhor, a gente precisa olhar além da situação atual.

    E jamais esmorecer.
    Este é o meu segredo.
    Esta é a minha Fé!

    Detalhe: única coisa que ainda é uma não-verdade, é a tarde em Paris, mas já estamos nos programando pra isso. E mais um detalhe: meninas lindas, acreditem em seus sonhos!!! eles chegam na hora que vocês estiverem preparadas para recebê-los.
    enviada por Nina



    02/04/2008 03:54

    Vovó Nina?

    Eu tenho um blog, uma página que não está num caderno, nem num diário, que divido com minha filha Laura. Ela quase não escreve nele, acho que ela tem outros interesses maiores do que compartilhar segredinhos com a mãe. Mas enfim, tenho um blog. Tenho dois.

    Aqui e acolá escrevo coisas que estão alojadas na memória. Um dia o pai dela perguntou porque e para quem afinal escrevo tanto.
    Acho que pra ninguém, ou pra mim mesma. Pra me certificar de minha própria sanidade, da saúde das minhas lembranças.
    Eu escrevo porque não quero esquecer. Não quero esquecer o que vivi, quero deixar registrado num espaço que é meu, e ao mesmo tempo, não é, nesse espaço que é de todos e não é de ninguém, registrar num espaço cibenético, que não é sideral, mas que é um espaço onde a estrela sou eu mesma.

    E mesmo depois que eu cansar de tudo isso, cansar de escrever, e mesmo depois que todas as lembranças forem colocadas pra fora, e elas estiverem esgotadas e delas não sobrar mais nada das minhas saudades, das minhas lágrimas e das minhas vivências, vou poder apagar tudo, deletar e reescrever em outro caderno, em outro bloco de anotaçoes, em outro diário, porque assim somos nós. É por isso que estamos aqui. Para aprender com nossos próprios escritos, e uns com os outros.

    Minha família, minhas queridas irmãs, meus amigos, minha infância, minhas vivências, minhas pequenas lutas, meus filhos estão todos aqui. Nas minhas lembranças. E vou passar adiante aquilo que aprendi da vida que levei. Quero ter a pretensão de fazer parte das lembranças dos meus filhos. Quero que meus netos saibam que a vovó Nina curtia escrever. E vou repetir pra eles, com a mesma emoção de hoje quando conto uma história pra os meus 2 filhos de um dos muitos pedacinhos de retalho da minha colcha. E vou contar cada coisinha que puder lembrar, mesmo que os netinhos repitam o que os filhos hoje já dizem: „sim vó Nina, eu sei, você já contou essa história“.




    Ou quem sabe eles falarão: „Ahh vó Nina, já li no teu blog essa parte, conta outra historinha“, e aí a vovó Nina vai ter que inventar histórias, porque até lá talvez a memória já tenha ido pro beleléu e o blog também...
    enviada por Nina



    01/04/2008 03:35

    Chocolates, Amy e Propaganda




    Na páscoa os meninos ganharam mais chocolates do que poderiam comer durante todo o ano. A cada pessoa da família encontrada, era um embrulho cheio de chocolate. Eta povo pra gostar de dar doces pra criança, viu? E depois fica todo mundo falando que tá gordo... vai entender. Sei que as crianças amam, e não reclamam nadinha.
    E a mamãe aqui só vai tratando de esconder tudo, guardando longe dos olhos deles, procurando desesperadamente lugares pela casa, escondendo mais do que escondo no dia da páscoa, porque se deixo à vista, tudo acaba bem mais rápido do que eu penso que eles são capazes.

    O que eu gostei mesmo é que o coelhinho me presenteou também, tô ouvindo os dois CDs que ganhei da Amy Winehouse. Podem falar o que for dessa maluquinha, mas que ela canta bem pra caramba, ahh isso ela canta!

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Minha irmã Nirley escreveu no outro blog, adivinha sobre quem? Sobre mim!!! Passa lá! Foi uma surpresinha e eu fiquei toda boba, é claro! Ela falou que ver comentários lá, então, se você estiver disposto, tá aí o link http://sorriamenina.blogspot.com/

    Um pouco de propaganda de si mesmo de vez em quando é bom, não é?!

    enviada por Nina



    31/03/2008 04:00

    "Querida, voltei!"

    Ooiiii estamos de volta! A Núbia até reclamou que estávamos demorando muito pra escrever, rsrsrs, maior bronca no blog, e da irmã caçula!! Oops! maninha docinha, a gente estava viajando. Mas olha, deu a maior saudade!!!

    Apesar da saudade, foi ótimo. Os quase últimos dias de inverno estão indo finalmente embora, as primeiras flores da primavera já estão dando as caras pra nossa alegria. Ontem o dia foi quente, 19 graus, com um sol brilhando por entre os vidros da janela do carro, buááá, estávamos em viagem de volta pra casa. Cansados, mas alegres pelo que vivemos na semana e por estarmos de volta a nossa casinha.

    Passamos uma semana nas montanhas, na região da Baviera, e no ponto mais alto da Alemanha, o Zugspitze (lá estava 20 graus negativos!!). Região linda, mais ao sudeste da Alemanha, com muuuuuita neve. A semana toda foi de neve, os dias não estavam muito ensolarados, a temperatura onde estávamos era de 6, 7 graus negativos, mas adivinha: as crianças até suaram no alto da montanha, eu falei pra vocês que ia colocar a molecada pra mexer o corpo?? então, eles foram esquiar!
    Apesar do cansaço inicial, as pernas doem muito, eles curtiram muito. No segundo dia Laura já queria desistir, deu até dor de cabeça na mocinha, mas ela resistiu a prequiça. Encarou legal. Se sairam muito bem pra primeira vez!

    Eu?? bom, eu tentei, mas aquela definitivamente não é minha praia. Sou muito medrosa, olhar aquela montanha de cima pra baixo e ter que descer com um troço que desliza e eu nao tenho o menor controle sobre ele, não é comigo. Eu gritava de raiva e de medo, só queria parar aquele troço deslizante. O que dava mais raiva era ver uma criancinhas de no máximo 3 anos, dando um banho de coragem em mim, desafiando o perigo, passando voando do meu lado... aiii ódio!!!
    Mas pude ainda aproveitar algumas descidas, devagar e calmamente. Sai de lá orgulhosa dos meus dois fofuchos. Tão lindinhos, esquiando. Mas eu, bem, eu prefiro os trenós de crianças! esses eu encaro!

    Tem umas fotinhas pra vocês



    Explicando as paisagens: a primeira foto foi na nossa ida, passamos pela Áustria, na região do "Bodensee", o maior lago da Alemanha e que passa por três paises, é o mar alemão, mas na verdade, é somente um lago. A outra foto, foi feita numa gruta, dentre do jardim de um dos castelos do rei Ludwig, o rei sol alemão, ele ficava lá ouvindo música no verão, tem um ar super romântico. A janelinha é pra vocêss verem como as famílias enfeitam as janelas na páscoa, ou os jardins, com ovos pintadinhos pendurados nas plantas. Na outra foto, uma visão da montanha em neve, na estação de esqui, e uma passeadinha por Munique. Bonito demais!
    enviada por Nina



    21/03/2008 09:51

    Feliz Páscoa

    Hoje é Sexta-Feira Santa. Dia que me lembro que lá na casa da minha mãe, nós não podíamos fazer barulho, falar alto, ouvir música, nem ver TV. Minha mãe era rígida com isso. Era dia de respeito, dia de visitar a minha querida vó Laura, e dia de pedir a benção de joelhos. Até hoje não entendo porque tínhamos que fazer assim, mas, era assim.

    E hoje no café da manhã João me perguntou pra onde Jesus foi depois de ressuscitar. Eu estava explicando o pouco que sabia da história, e me peguei com os olhos cheios de lágrima, enquanto falava que Jesus veio a esse mundo com uma super missão, falar de amor. Quer exemplo maior do que esse? Quem conhece um pouquinho da Bíblia, sabe que no Antigo Testamento tudo era muito sanguinário, tantas guerrras, tantas mortes. Já no Novo, quando entra a história de Jesus, é uma nova fase. Ele aqui na terra, foi alguém muitíssimo especial, que veio nos ensinar o sentido do amor.

    Mas como não sou especialista nesses assuntos, prefiro não arriscar, falando alguma bobagem, alguma heresia, então vou parando por aqui, porque se aprendi alguma coisa na igreja, foi ter respeito por esse assunto. Não brinco jamais com os assuntos de Deus, e prefiro não falar do que não sei...
    Mas não páro antes de desejar a todos uma Feliz Páscoa. Que hoje vocês consigam sentir o espírito de Deus ao seu redor, e que cada um de vocês tenha a paz que necessita.
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Vamos fazer uma pequena viagem, e não teremos computador para postar. Então, nos vemos daqui há uma semana??? Então tá combinado. Vamos sentir saudade, mas vamos nos divertir também, lembra que eu falei sobre usar menos computador?? pois é, vou colocar a molecadinha pra mexer o corpo, uuhhuuu!!

    Um grande abraço, cheinho de carinho pra todo mundo
    e uma especial de aniversário para o Francisco, filhinho da Pequena e do Gui, que faz uma aninho de vida!
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::




    Quem achar os ovos de páscoa ganha um beijinho!!
    Aprendi há pouco tempo o significado dos ovos, eles representam a renovação espiritual.

    Para você que é mãe, eu tenho uma sugestão legal, que faço até hoje pra os meus pequenos. Encho a cada de pequenas pistas, escrevo em papéis distribuídos pela casa, pista que eles têm que desvendar e que vão levá-los de uma a outra, até o prêmio, um grande ovo de chocotate. Eles adoram e todo ano perguntam se vou fazer a brincadeira do mapa da mina. Esse ano vai ser mais difícil, vai estat tudo em alemão... ahahaha, como eles dizem: "mas que mamãe malvada".
    Abraços!!!
    enviada por Nina



    20/03/2008 04:36

    Já pra rua! Agora!!

    Estávamos dentro de casa outro dia. Laura lia um livro esperando ansiosamente pelo momento em que eu sairia do computador pra ela usar, vinha de 10 em 10 minutos perguntar se eu já tinha acabado, João jogava no Playstation, ambos um tanto entediados. De repente eu levantei da cadeira que já estava na forma do bumbum ou seria o contrário? E fiz os meninos colocarem uma jaquetinha por causa do frio e um tênis pra irmos brincar lá fora, no gramado da casa. João alegrou-se no mesmo instante e Laura reclamou até a hora que começou a dar uma aquecida, finalmente, no corpo. Ficamos mais de uma hora lá, entre bolas, bolinhas, raquetes, corridas, risadas e abraços.
    Depois retornamos pra dentro enquanto prometia a mim mesma que faria isso com meus filhos mais vezes. Não repeti. Tem uma semana. Mas já consegui a muito custo fazer com que Laura fosse brincar com o irmão dois dias atrás. Só assim ela poderia usar a internet aquele dia. Ela foi muito chateada, tinha té lágrimas nos olhos!!! Mas foi, e depois de mais de 45 minutos, de patins e bolas na rua, nem lembrou do computador. Em seguida, saimos para passear em outra cidade e ela se divertitiu à beça. Ontem ela repetiu a dose, pra alegria da mãe e do irmão.
    E fiquei pensando que o computador é a nova televisão. As pessoas passam muito do seu tempo ali e esquecem do resto das coisas. Eu, Laura e tantos outros estamos esquecendo das outras coisas importantes da vida. Quando peço para as crianças brincarem lá fora, a Laura sempre diz que isso é muito chato. Que não tem graça nehuma. Que isso é coisa da minha infância e não da dela, que os jovens hoje tem outras alternativas que não seja brincar lá fora.
    (!!!!!!!!!!!!!)

    Como assim? Que outras? Ficar com o bumbum colado numa cadeira por horas é legal?

    Reconheço que adoro internet e você pode notar, já que posto todo dia. Aprendo muito aqui e conheço pessoas. Nos posts, coloco o que penso me dando o prazer de fazer uma pequena terapia em mim mesma. Mas. A vida não é só isso, é?

    O que a Laura vai ganhar ficando o dia todo aqui? De frente pra tela? Os alemães falam que ela vai ganhar olhos quadrados. Além de gorduras localizadas e nada de muita saúde. Ela não se movimenta! É impressionante.

    Tá certo, na minha época... ahhh na minha época. Vivíamos na rua. E éramos extremamente felizes quando estávamos lá. Mamãe tinha que brigar pra voltarmos pra casa, aos berros da porta de casa. Hoje, na época da Laura, tenho que brigar pra eles irem pra rua!

    Quandoeram pequenos, depois de mudarmos pra uma casa nova, e eles estarem grudados como sempre na TV, aquela maravilha, já que o pai havia comprado a tv paga, Sky que representava o sonho das crianças, o dia inteiro de desenho animado.Uau! Um dia aquilo me irritou tão profundamente, os olhos da molecadinha nem piscavam. Deu um estalo em mim e os obriguei: Já pra rua!
    Recusaram, bateram o pé, ficaram de mal comigo por instantes. Mas foram, muito contrariados, com um bico enorme no rosto, braços cruzados de indignação, mas foram. Não conheciam nenhum amiguinho na rua ainda, e estavam envergonhados de ficarem sozinhos, então, como sempre, eu fui acompanhar, comecei a brincar com eles, e alguns minutos depois, começou a juntar criança. Depois de 20 minutos a minha presença já não era importante ali. Saí de fininho e eles voltaram pra casa muito tempo depois, dizendo que foi muuuito legal!! que fizeram amizade e que amanhã teria mais.
    Aquele bairro foi pra eles o lugar entre muitos lugares que já vivemos, o que eles mais gostaram de morar.

    E isso não foi bom???
    Porque isso era coisa do meu tempo???
    Não senhora! Brincar é bom pra todo mundo. Reconheço que pra criança é mais fácil do que pra uma mamãe, com dores nas costas, ou de cabeca, ou com aquela cozinha pra limpar, mamãe já não pode (talvez não) dar as puruetas que dava antes, mas é uma delícia brincar.

    Da volta aos tempos atuais, 3 dias depois da brincadeira no gramado, estávamos estudando juntos e eu pedi que eles fizessem um desenho livre, bem bonito, de algum momento de suas vidas. Laura desenhou o Rio de Janeiro, com detalhes engraçados. E João fez o dia lá fora no gramado, entre bolas, bolinhas e risadas, com pequenas Lauras, Joãos, e Ninas, rindo muito e se divertindo.

    Caiu a ficha. Aquele momento foi importante para o meu pequeno, e nós não tínhamos visto seu olhar e riso de felicidade. É isso.
    Descobrir pequenas coisas fora da internet vai fazer bem a todos e trará boas lembranças as crianças, lembranças „da sua época“...



    E nós qui teremos um momento alegremente eternizado nos desenhos infantis do meu João.

    enviada por Nina



    19/03/2008 08:43

    All You Need Is Love

    Não reparem o troca troca de templates, é isso que dá você dividir um blog com sua filha de 13 anos. Aquele rosinha tava me deixando enjoada. Chegamos num consenso: a gente gosta mesmo é de azul.
    ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

    Hoje, lá no delicioso blog da

  • Cris
  • ao ouvir uma música dos Beatles, que adoro, resolvi copiar a idéia dela (com a devida permissão,é claro, rsrs) e postar aqui pra uma pessoinha especial.
    Carlinha, essa canção é pra você!
    Nem sei se você curte Beatles, mas a canção fala que o que na verdade, todos precisamos é de AMOR.

    Não importa o que passamos nessa vida maluca. O amor como disse a Cris, renova-se em cada coisa nova. Se recicla. E quanto mais damos, mais recebemos.

    Mas a música também é pra Carol. Ai de mim se eu cometesse essa gafe de mencionar Beatles e não falar nela e na Klo...

    Ouçam de coraçoes abertos meninas queridas
    http://www.youtube.com/watch?v=rLxTpsIVzzo
    enviada por Nina



    18/03/2008 07:43

    Minha irmã mais velha faz hoje 38 anos

    Será se toda irmã mais velha é como a minha? Ou foi como a minha? A minha irmã mais velha estava sempre à frente do seu tempo. Estava sempre com a palavra na ponta da língua. Esperando somente o momento de ser atacada pra à sua maneira, poder se defender como sabia. Como podia e como tinha aprendido. Defesa essa que podia ser com a palavra muitas vezes ferina, ou com alguns tapas que conseguisse dar, aquela pequena-e-tão-enorme irmã mais velha. Ela tem o poder.

    Ela sempre foi a líder. Ela sempre queria estar diferente das outras irmãs, ela sempre tinha as roupas mais legais. Ela foi primeira a tirar as sobrancelhas, a pintar o cabelo, a ter um namorado gato. Na rua de casa, ela estava sempre na rua de baixo, com a turminha mais velha e cabeça do bairro. Ela ia ao cinema quando nós não podíamos ainda ir, ela ia a discoteca com amigas, ela era rodeada de amigos. Ela dançava a dança do ventre lindamente. Ela viajava pelo Brasil. Ela foi morar em outra cidade. Ela foi ser jornalista. Ela casou. Teve filhos. Ela foi fotografar. Ela foi tentar ser feliz.

    A minha irmã mais velha foi sempre muito forte, mas escondia uma fraqueza dentro de si. Ninguém podia ver. Ela tinha que ser um exemplo de força para os irmãos mais novos, aqueles fraquinhos.
    Ela foi escorraçada, ela foi humilhada. Mais de uma vez. Muitas vezes.
    Mas ela por ser tão forte, passava essa imagem de força indestrutível. De se garantir sozinha.
    Ninguém tinha coragem de pegar na sua cabeça, de lhe dar um abraço e de defendê-la quando ela mais precisou. E olha que ela precisou... muitas vezes. Na escuridão da noite ou à luz do dia.

    A irmã mais velha parecia muito segura de si. Parecia que não precisava de apoio. Afinal ela sempre se bastou sozinha.

    Sabe quando você se sente fraco e incapaz de ajudar??
    Sabe quando você vê tarde que devia ter feito alguma coisa e se envorgonha por não ter feito??

    É assim que me sinto hoje.

    Eu me vi sem força. E não pude ajudar a irmã mais velha quando ela precisou, não gritei junto com ela pelo respeito que ela merecia e lhe foi vergonhosamente roubado.

    Hoje no seu aniversário mana, eu não vou fazer poesia, eu não vou falar de coisas bonitinhas,eu não vou lembrar de nada bonitinho do nosso passado juntas.
    Eu vou me juntar a você, minha doce irmã mais velha e gritar surdamente junto com você, contra todos que a ofenderam, que a humilharam e que pisaram em suas emoçoes. Que pisaram na sua alma de eterna menina. Vou ser solidária, fracamente solidária, porque só posso ir até onde minhas fracas forças podem alcançar.

    Mana, dá a tua mão aqui.
    E perdoa. Mana. Perdoa.



    Apesar de alguns percalços, minha irmã venceu e como sempre, é meu grande exemplo de luta, beleza e força!
    enviada por Nina



    18/03/2008 06:06

    Um pedido

    Queridos, este é um post simples, que fala de solidariedade. Gostaria de pedir que vocês dessem uma passadinha num outro blog, o da Lola. Ela está pedindo uma ajuda pra uma criança, o pequeno Luis Flávio que está doentinho, precisando encontrar alguém importante para salvar sua vida.
    Passem lá, é rapidinho. E assim talvez vocês possam repassar o pedido a seus amigos em forma de e-mail ou em seus próprios blogs, quem tiver.

    Obrigada antecipadamente. Esse é link.

    http://umaconscienciacoletiva.blogspot.com/search?updated-min=2008-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2009-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=18
    enviada por Nina



    17/03/2008 16:59

    Minha Alma Canta

    Parabéns para o Rio de Janeiro!!
    Afinal, agora o maravilhoso cartão postal da maravilhosa cidade pode mesmo ser considerada uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo Moderno, juntamente com a Muralha da China; o templo helênico de Petra, na Jordânia; Machu Pichu, no Peru; Coliseu de Roma, na Itália; Taj Mahal, na Índia e o templo da civilização maia de Chichén Itzá, no México.
    Ficamos todos orgulhosos aqui hoje. A TV alemã mostrou e nós 4 babando. Eeeee saudade!!



    "Minha alma canta, vejo o Rio de janeiro, estou morrendo de saudades. Rio, seu mar praia sem fim, Rio, você foi feito prá mim"
    enviada por Nina



    17/03/2008 16:19

    Biscoitos Roubados

    Oi gente!
    Bom, nos meus passeios na rede, eu encontri um conto muito interessante!
    Tudo bem, pode ser que meio mundo já tenha lido, mas...
    Aí vai! o/

    ~~~

    "Certo dia, uma moça estava a espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto.
    Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos.

    Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.

    Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si: "Mas que cara de pau. Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse..."

    A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou:

    "O que será que o abusado vai fazer agora? Então, o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.
    Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.

    Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela, o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa.

    Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas. O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, ao passo que isto lhe deixara muito transtornada.

    Em nossas vidas, por vezes, estamos comendo os biscoitos dos outros, e não temos a consciência de quem está errado somos nós."

    Autor desconhecido

    ~~~

    Não é legal? Eu adorei esse textinho!
    Até mais e...bom começo de semana pra vocês! o/
    enviada por Yume



    16/03/2008 13:49

    Down, down, down...

    Oi gente n.n
    Nossa...eu tava passando por aqui quando me toquei...tem muito tempo que eu não escrevo nada!! T-T
    Deve ter sido tãããão ruim pra vocês né?

    Bom, eu estou sem assunto!
    Quem dizer, sem um assunto decente...
    Então vai qualquer coisa mesmo! ^^

    Tipo...ontem eu andei de patins!

    Eu sei, eu sei. Não é algo incrível, mas vamos lá: vocês sabem a quando tempo eu não fico em cima daquela máquina mortífera com rodas? (o meu joelho ralado dispensa comentários e.e)
    Isso é...eu não caí ontem!
    Mas me lembrei da primeira vez que eu resolvi andar de patins...eu devia ter uns 8 anos e estava toda equipada (joelheira, cotoveleira, luva, capacete com proteção no queixo..etc) E mesmo assim me esborrachei no chão!

    Bons tempos...

    Nossa, que saudade dessa época! Eu era uma criancinha tão fofa *-*
    (tudo bem hoje eu estou ainda melhor...XD)

    Ah, sei lá. Acho que é só isso hoje... Estou com um bloqueio mental ou algo do tipo @_@
    Mas antes...olha só povo, eu fiz mais uma fanfic! Sabe..aquelas minhas histórinhas sem pé nem cabeça!
    Quem quiser ler... XD
    http://fanfics.animespirits.net/visualizar/48761/

    Bom...é só o.O
    Eu queria colocar uma imagem fofinha também, mas por algum motivo não tá dando u.u

    MANHÊÊÊÊÊ!!!!!! XO

    Tchau gente, foi mal mesmo pelo post inútil...mas é melhor que nada o/
    enviada por Yume



    14/03/2008 16:05

    Socorro, alguém me explica??!!!

    Ontem estava observando João fazendo as liçoes de casa, tem hora que dou uma pirada, já não sei mais nada de matemática, meu Deus. Eu estou começando realmente a acreditar que estou ficando velha. Porque existem coisas que já não lembro mais? Isso não é normal. Isso não é normal.

    Então, ele me perguntava sobre algo, e eu de cara boba olhando aquele emaranhado de números e letras, e todas as letras em alemão, é claro... socorro....

    Ele não conseguiu resolver sozinho e a mamãe não sabia nem onde aquilo ia dar, até que surge o nosso salvador naquele momento, o Super Padrasto!!!!! Ooohh tem horas que ele sabe exatamente quando chegar. E aquela foi a hora certa, exata.

    Ele tem uma paciência que eu muitas vezes não tenho mais. Ele fala calmamente enquanto eu, já estou babando de raiva quando o menino faz algo errado no dever de casa (brincadeirinha, é claro que é exagero meu...). Mas a verdade é que mãe é fogo, tem que esperar sempre demais dos filhos???? Eu até humildemente aproveito, Laura e João, pra pedir desculpa queridos, sei o quanto a mamaezinha é chata algumas pouquissimas, muito pouquíssimas vezes....

    Mas pra esses momentos raríssimos tem sempre o padrasto. Com quem espero aprender a ser mais calma, controlada, zen. Graças a Deus tenho meu maridão, que é impressionantemente calmo. Centrado. E saca pra caramba de matemática. Uêba!!

    Certa vez, mais de 5 anos atrás, uma grande amiguinha da Laura, a Gabriela, com 5 anos, estava com dificuldade em alguma coisa na escola (sim, 5 anos, e com dificuldade!!!), e eu ensinei o que ela precisava. Quando acabou ela disse impressionada, com um jeitinho firme que era muito próprio dela, que eu devia ter sido professora, porque tudo o que eu explicava ela aprendia muito rapidamente.



    É Gabi querida, que bom que não era matemática a sua dúvida...

    Mas taí, uma coisa que eu poderia ter sido, professora de crianças e jovens. Amo essas turminhas.

    Então, hoje um outro post em homenagem aos homens da minha vida. Meu apimentado e doce filhão, e meu super maridão.
    enviada por Nina



    13/03/2008 09:43

    Escreva uma cartinha para seu futuro, você também

    Em dos seus posts dessa semana, a Márcia escreveu uma cartinha pra sua filha de pouco mais de 1 ano http://www.marsyah.blogspot.com/

    Ela me fez lembrar que eu também já escrevi cartinhas antes e depois que meus pequenos nasceram, para eles, endereçadas a eles. Mas essas cartinhas não estão aqui comigo. Estão no álbum de fotos de quando eles eram bebês, que por sua vez está no Brasil, aos cuidados do pai, lá nas Minas Gerais...

    E daí penso na separação pela qual passamos, que me privou da companhia dos meus filhos por um breve tempo, e agora que estou com os filhotes debaixo das minhas asas, bem longe, privo também o pai dessa companhia, desse convívio.

    Acho que é por isso também que escrevo nesse blog. É uma maneira inconsciente de fazer a ausência doer menos pra ele. Que está no Brasil, e que deve sofrer, uma vez que pode até não ter sido o companheiro dos meus sonhos, mas é e sempre foi o pai mais presente que eu poderia ter dado aos meus filhinhos.

    E essas cartinhas ele tem. E ele pode ler quando quiser. E ele tem também alguns filmes desde que a Laura tinha dois anos. E ele tem muitas fotos das crianças. E ele tem o diário que mantive até poucos anos atrás, desde que Laura nasceu e depois que João chegou nesse mundão. Muitas coisinhas estão lá em Minas. Não pudemos trazer tudo, é claro. O pai tem pequenas coisas dos meninos consigo, mas não tem os meninos presentes. Todas ou quase todas as coisinhas das crianças estão lá com o pai, mas eles estão aqui com a mãe, então nesse sentido, se é que existe sentido nisso, eu estou com um ponto a mais que ele. Mas ironicamente, eu não estou querendo ganhar nada, ao contrário, eu quero é compartilhar o que eu já ganhei. E o que eu ganhei? o maior presente que alguém já me deu nesta vida: meus filhos. E esse alguém, foi meu ex marido.

    Como posso querer brigar com alguém que se deu dessa forma?

    Mas o fato, é que nós brigávamos, e não foram poucas as vezes. Por total e completa, incompatibilidade de gênios, nós brigávamos. Sei que isso faz parte do relacionamento. Mas também sei que perdemos muitas coisas por falta de paciência com as diferenças um do outro.

    No aeroporto ele chorou como criança. E eu pedi desculpa pela grande dor que estava causando. Hoje ele sabe, ele sabe, que foi uma boa decisão a que tomei. Mas sei o quanto dói estar longe de seus pequenos.
    E isso tudo me faz pensar na quantidade de pais que estão longe de seus filhos, por terem se separado das suas mulheres, por tantos motivos que a vida tem pra nos fazer separar de quem amamos.
    E eu penso nas mulheres que querem ter filhos por conta própria, e penso nos filhos sem os pais. Homens. Penso na presença que deveria existir, homem, mulher. Ajudando na formação saudável de um ser humano.

    Falamos de mulheres, esta semana, mas alguém pensou que os homens tem também seus sofrimentos? A gente lembra dos maus homens, desses que batem, que abusam de mulheres, de meninas, que torturam, que machucam suas mulheres, mas exitem tantos bons homens, tantos bons pais, tantos bons companheiros.

    Esse post é só pra lembrar da existência desses bons homens e pra me desculpar, Papai Ruy, pela distância...



    Coisinhas lindas da mamãe, e do papai
    enviada por Nina



    11/03/2008 06:14

    Vida e Teatro

    Há algumas semanas, João foi ao teatro com os amigos da escola. Toda a turma acompanhou a professora e foram alegres juntos ao encontro da arte. Uma das que por sinal, eu mais amo. Nada se iguala a contagiante energia que existe numa peça de teatro. Seja ela qual for, sempre é muito bom ir ver uma peça teatral.

    Eles assistiram Peter Pan e o meu pequeno Pan chegou entusiasmado, como chega todo mundo vindo daquele lugar mágico que é o teatro.

    O que me levou de volta ao aniversário dele de dois anos, 9 anos atrás. Nós não fizemos festa naquele dia, fizemos um bolo de chocolate, brincamos juntos por todo o dia, e seguimos a tardinha pra uma pecinha infantil chamada "A História do Barquinho", pecinha que fala sobre liberdade, amor, medo do desconhecido,e a alegria de aprender e amadurecer.
    No fim, como sempre, a mamãe chorona aqui, deu uma olhadinha para as crianças que estavam alegres, mas que não entendiam porque os pais estavam com os olhos marejados, pude ainda ver o pai que já estava cuidando de limpar as lágrimas por debaixo dos óculos, rindo à toa.
    As crianças, nos olhavam com cara de "ai esses nossos pais bobinhos"...

    Sempre que você puder, vá ao teatro com seu filho. Acredite em mim, é melhor que muita estréia de cinema. É contagiante e vocês se divertem juntos.



    Navegar com seu pequeno no mar da imaginação vai te ajudar a enfrentar problemas reais
    enviada por Nina



    08/03/2008 06:00

    Hoje o assunto é sério

    Hoje, dia 08 de março, muito anos passados desde que operárias foram queimadas vivas dentro de um fábrica em Nova Iorque, porque lutavam por igualdade de direitos, existe um pequeno movimento na blogosfera, onde vários blogs estão fazendo o mesmo, ou seja, falando o que acha relevante para data, e existem mil assuntos pra abordar. O tema principal é a Valorização Da Mulher Brasileira, mas poderíamos então falar da violência doméstica?

    Violência sim. A minha voz vai se levantar hoje contra a violência que não aparece marcada no corpo no outro dia, que não leva a mulher finalmente a delegacia depois de uma semana de espera, e de medo, quando as marcas do espancamento já se apagaram, não servindo mais como prova de que ela apanhou do marido, do pai, do irmão. Ela não vai precisar ir ao encontro de policiais machistas que rirão nas suas costas na delegacia, lugar que como insitutição e por dever, deveria respeitá-la e ouvir seu desabafo, e seu medo. A mulher aqui, não precisa com essa violência, ir depor em lugar algum. Ela até poderia, mas ela está incapaz de perceber o mal que a aflige. Porque a violência a qual me refiro, não vai estampar páginas de jornais sensacionalistas no dia seguinte. Provavelmente não vai levar a mulher ao cemitério na semana seguinte, no mês seguinte. Mas vai matá-la aos poucos, vai minar aos poucos a alma dessa mulher. A sua auto estima. A violência a qual me refiro, é a violência não física, é a agressão psicológica. Aquela que mata a alma sem a gente notar. Que leva a mulher sofrer todo dia um pouquinho, calada e que faz a sua alma chorar todo dia, lentamente, silenciosamente, carregada que está de vergonha e de culpa. E esse todo dia, dura tantos anos... e esses anos são tão surdos, são mudos, são tão longos...

    Um homem deveria dar a sua mulher respeito. Amor. É pra isso que eles se uniram um dia, era essa a intenção do começo. Não saberia dizer o porquê da mudança. O que sei é que muitos mostram quem são ainda no namoro, mas a mulher que por sua natureza é romântica e fantasia demais, se faz de cega. Não quer enxergar o óbvio. Ela espera que no casamento ele mude. Não muda. Pode piorar, mas não muda.

    A mulher já não faz nada que preste. A comida está uma merda. Ela é uma péssima mãe. Ela é idiota,ela é feia, ela é burra, ela não cozinha bem. Ele tem uma sogra que foi a culpada por ela ser quem é hoje. A irmãs dela viraram, de repente todas putas. Ele, xinga, desrespeita, empurra, esculhamba, humilha, fala alto, pisa, bate com palavras, violenta essa mulher, todo dia. Todo santo dia. Ela não tem paz dentro de casa, nada do que ela faz está certo. Nada do que ela é, nada do que ela foi, presta mais. Tudo é mal visto pelos olhos ruins dele. Ele a trai fora de casa. Ele chega em casa sempre de mal humor. Ele fala que ela tem outros homens quando é ele o traidor. Ele leva doenças venéreas pra dentro de casa, e ela é a culpada. Ela se afasta da família, dos amigos. Porque ele faz questão de mostrar todo dia o quanto esses outros relacionamentos não são bons pra ela. Ele fala isso iniciamente em tom romântico, e ela acredita. E ele assim vai moldando essa mulher, todo dia aos poucos, até que ela passa a ser outra. E ela tem muito medo por dentro. Mas ainda não percebeu. Ele fala tanto, todo dia coisas ruins dela e pra ela, que ela já não acredita mais nos outros. Se alguém a elogia, ela recusa, porque já não acredita mais em si mesma. Ela se cala pra ela mesma. Ela não acredita mais que um dia prestou. Ela só ouve e crê no que ele diz, todo dia! Porque é uma lavagem cerebral. A mesma coisa. A mesma repetição. O humor dela depende do dele. Se ele sorri, ela sorri. Ele acorda de mau humor todo dia. E ela tentar fugir do seu olhar que despertou. Mas ele sempre a encontra no seu esconderijo, e trata de começar a ladainha de sempre. Ela ouve e captura tudo isso, todos os dias de sua vida com ele. Os filhos ouvem tudo. Ou não. Os filhos crescem nessa presença negativa e perdem o respeito pela sua mãe. Ou passam a odiar o pai. Ou pior, procurarão inconscientemente, relacionamentos como o dos pais. A menina passa a ver que aquilo é normal e vai se calar achando que já que a mãe passou por isso, ela também precisará passar calada, o menino, pode achar tudo normal, o pai ainda é o herói dele, e ele vai poder fazer o mesmo com a sua mulher quando ele crescer. E assim o ciclo continua.

    Essa agressão dói mais que a física. Ela pode levar um tapa ou dois, o seu rosto vai arder por uma noite. Mas nada pode apagar a dor que sua alma sente. E ninguém pode enxergar o que ela tem por dentro. E essa mulher já está acostumada, e já está tão arraigado nela, que as forças que ela tinha antes, já não existem mais. Difícil é sair desse ciclo. Ele está coberto de razão. Sempre esteve.
    Ele faz piadas sobre o tema e ela ri. Os outros riem. E ela ainda não viu o perigo ali. Na frente das pessoas, ele a destrata. Ele tem um tamanho tão maior do que o dela. Ela se vê em apuros. Mas a mãe dela não sabe. A irmã só vê tudo calada. A amiga comenta, mas ela foge do assunto. Porque ela se calou achando que isso é normal. O que ela pode fazer contra isso? Ela acredita, erroneamente, que a religião acha que é certo o tratamento que ela recebe.
    Ela não tem noção de estar sendo violentada, porque esse tipo de violência não sai em jornais.
    E ela nunca foi informada que alguém pode bater nela sem deixar marcas no seu corpo. Ela não reagiu antes, tinha medo de ficar só. Ou tinha pena dele.

    A saída desse ciclo doentio é dificil, é dura, mas é possível. O respeito mútuo deveria existir sempre, a fim de que o relacionamento seja baseado na verdade e seja saudável para ambos. Partilha é a palavra. Respeito é a palavra.
    A agressão psicológica é doentia porque não é básica, não é clara, não é óbvia, não é estúpida, pelo contrário, o agressor usa de inteligência nas amargas palavras que profere, tudo é milimetrado, a agressão então se torna refinada, às vezes é tão sutil, que na sua persistência, ela impera. Continua.
    A agressão psicológica leva à doença psicológica e esta causará no futuro, a doença física dessa mulher e muito provavelmente seus filhos desenvolverão algum problema também.

    Qual seria a solução? Eu só conseguirira ver um: o fim!!! Já não existem mais laços entre esse casal. A solução muitas vezes passa a ser somente o fim do relacionamento, porque na verdade, esse fim já existia desde o começo.

    Ela só não queria enxergar.



    Nós fomos criados para caminharmos juntos, lado a lado. Se eu não tenho isso com você, meu companheiro, eu vou procurar ter, estar sozinha é melhor que estar mal acompanhada. Vou dar a minha própria mão à minha alma ferida e fazê-la levantar novamente. Porque eu nasci pra ser feliz!




    Dia 08 de março, foi o dia escolhido pra representar internacionalmente o dia da mulher. Poderíamos ganhar flores, docinhos, beijinhos, mas isso pode até ser um mimo pra algumas que são amadas e respeitadas dentro de casa, mas não para muitas. Milhares. Milhoes de mulheres que sofrem abusos não só dentro de seus lares, mas nas ruas, nas propagandas, nos ônibus, no trabalho. Crianças, meninas, jovens, senhoras, idosas. O abuso e desrespeito estão em todas as classes sociais, idades, religioes.

    Hoje é dia de luta. Dia de não se calar para a injustiça que sofremos.

    Este blog está quase sempre falando coisinhas sensíveis, de esperança, de crença no ser humano, tentando tocar a alma das pessoas de forma delicada, com as lembranças que a mãe que aqui escreve tem de seus filhos quando pequenos e de suas descobertas, ou ainda de sua própria infância, aquelas lembranças de amor guardadas no coração. Mas existem momentos que a gente precisa parar e falar muito sério. Hoje é um desses dias.

    enviada por Nina



    07/03/2008 07:09

    Não se cale!!!

    Eu morei numa república universitária certa época. Um dia uma repórter de TV foi até lá saber como era o convívio e mostrar nosso dia a dia. Ela me entrevistou. No meio da conversa, ela perguntou se havia machismo ali, já que era uma república mista. Eu lembro de ter comentado algo como, sim, como em qualquer outro lugar. Nas empresas, na faculdade, nos ônibus, em casa... mas lembro muito bem, muito claramente, o comentário de um colega da mesma república, que não tinha a menor intimidade comigo, que me dirigiu a palavra somente duas ou três vezes no máximo durante minha estada ali. No outro dia, ao me encontrar na faculdade e ter visto a reportagem, ele soltou essa pérola: „Nina Sua Vaca, porque você falou que há machismo na casa????? que mentira!“

    Nina, sua vaca??!!! Como assim???

    „o pior cego é aquele que não quer ver“.



    A mulher não quer ser melhor do que o homem, ela só quer ter os mesmos direitos e ser igualmente respeitada.

    "Mulher, desperta-te; a força da razão se faz escutar em todo o universo; reconhece teus direitos. O poderoso império da natureza não está mais envolto de preconceitos, de fanatismo, de supertisção e de mentiras. A bandeira da verdade dissipou todas as nuvens da tolice e da usurpação. O homem escravo multiplicou suas forças e teve necessidade de recorrer às tuas, para romper os seus ferros. Tornando-se livre, tornou-se injusto em relação a sua companheira.“ Texto: Escola Superior de Educação de Lisboa, Olympe de Gouges



    Participe amanhã. Escreva em seu blog. Comente o que você leu. Não se cale!!
    enviada por Nina



    06/03/2008 10:37

    Blogagem Coletiva




    Participe desse dia você também!
    enviada por Nina



    06/03/2008 10:31

    Blogagem Coletiva

    Dia 08 de março é o Dia Internacional da Mulher. Como estamos cansados de saber, não existe assim tanto motivo pra comemorar. Afinal temos tantas desigualdades...
    Tá rolando uma blogagem coletiva, onde todos que têm blog escreverão um post especial no dia 08, participando assim desse levantar de vozes contra tantas opressoes que nós mulheres sofremos.
    Se você tem um blog e quer particirar, passe lá no blog da Lys, que está aí embaixo, acrescente o selo nos seus posts e escreva algo bem bonito e interessante no dia 08...e vamos que vamos, gritar bem alto!!!

    http://universodesconexo.wordpress.com/coletiva-pelas-mulheres/
    enviada por Nina



    06/03/2008 04:36

    A bailarina

    Quando ela era pequena, parecia um floquinho de algodão, branquinha, gordinha e macia. Uma carinha gorda e sapeca, conquistava a todos. Depois ela cresceu um pouquinho mais e já queria ficar independente. A mãe que fazia as roupas iguais para as três pequenas mais velhas usarem nas festinhas, ou nas missas ao domingos, era pela irmã mas velha, sempre motivo de grito de indepência, queria sempre a liberdade de usar o que tivesse vontade. Ela então, queria ser igual a mais velha. E a irmã do meio ficava sem entender, porque a irmazinha caçula queria ficar igual a mais velha. Ora, ela queria ser igual a mais velha, e ponto final. Não tinha nada mais importante que copiar aquela que era a livre e sabia falar o que queria: Ahhhhh, a irmã mais velha.
    Quando ela dançou de tule branco, tiara na cabeca, meia arrastão, e sapatilha, a pequena bailarina encantou os sonhos da irmã do meio. Ela ficava lá no pátio da escola, dançando, pulando suavemente, ao som da música clássica com a irmã mais velha, e a do meio, esqueceu a invejinha que sentiu por não ter coragem de fazer o mesmo,e aplaudiu as duas irmãs lindas que tinha. As duas irmazinhas independentes.
    Hoje a bailairina já não dança mais em palcos da escola, mas está reaprendendo a dar seus pulinhos pela vida. Tem pouco tempo, reaprendeu a andar de ônibus. Fazia tempo que não usava esse meio de tranporte. Mas por força das circunstâncias e pelo chamados do filhinho de 2 anos ao motorista, ela precisa. O pequeno segundo floquinho de algodão de cabelos encaracolados, grita no meio da rua, até o caminho do ponto de ônibus: „ei seu motorista, espera por nós“. E a bailarina ri. Como antes, com o sorriso orgulhoso pela força que sabe que possui, ri orgulhosa do Víctor que veio lhe devolvendo a esperança. Ela ri igualzinho quando encantava a irmã do meio com seus pulinhos atrevidos, lá no pátio da escola.

    Feliz aniversário mana. As coisas às vezes ficam difíceis, mas passam. A gente só precisa ser forte nos momentos que estamos fracos. Levantar e andar, apesar dos tropeços. Mesmo que esse andar seja de ônibus, mas continuar. Não pode parar!
    Felicidades e muitas bençãos.
    Com amor daquela que muito te ama, a irmã do meio.


    Figura do site lindo da etsy.com



    Família grande é assim, todo dia tem aniversário...
    enviada por Nina



    05/03/2008 07:27

    "Mãezinha, vai dascansar, deixa que eu cuido do PC,hehehhee"

    Estou apresentando uma dorzinha no ombro direito. Fiquei pensando no que fiz esses dias e só me restou um pensamento: isso deve ser LER (lesão por esforço repetitivo). Resultante, só pode ser, do uso do computador... ahhh essa tecnologia. Que é do bem e do mal...

    A Laura ao saber mais dessa vai ficar rindo de mim. "AAhh mamãezinha querida, então eu não posso usar muito tempo o PC mas você pode ficar até sentir LER não é??? olha, isso é castigo"...ahahaha
    Tô até vendo a carinha dela me falando isso quando chegar da escola e ler esse post. Ahhhh Filhos!

    Mas eu sou mãe, mulher "faztudo", "multitudo", uso o computador ao mesmo tempo que cuido da casa, ouço Roberto Carlos, lembro dos amigos e da família, rio, danço sozinha na sala de estar, choro, aspiro o pó, vou ao correio, recebo o carteiro e tento entender o alemão que ele me fala, vejo passar as criancinhas indo para a escolinha aqui perto, ponho a roupa na máquina de lavar, vejo a neve cair do outro lado da janela, passo a roupa, cozinho, tiro o pó da casa, ponho e retiro a louça da máquina e guardo tudo no lugarzinho, arrumo o guarda roupa, limpo os sapatinhos de vocês, que já começam a mostrar um cheirinho desagradável, sabe??!! preparo o café da manhã e o lanchinho pra vocês levarem a escola, isso 6 horas da manhã, todo dia! me descabelo enquanto vocês não chegam da escola, torço pra que se saiam bem nas provas,depois de esquentar os miolos tantando lembrar da matemática pra te ajudar nas liçoes de casa, faço o lanchinho da tarde, o jantar, já dei muito banho, troquei muita fralda, passei noites em claro, ia desesperada aos pronto-socorros da vida, só por causa de uma leve dor de barriga, um corte aqui outro ali no queixo, esperei nove meses um de vocês, outros nove meses o outro, desejando que a minha barriga fosse transparente pra ver a carinha. Esperaria mais se fosse preciso.

    Ahh filha, vai, deixa a mamãe curtir em paz os momentos na net, essa estranha senhorita que nos aproxima de tantas pessoas boas e que me faz sentir mais perto daqueles queridos que estão no Brasil, lá em Manaus,em Santos, no Pará... me aproxima das minhas irmãs, primas, amigos e até minha mãe que de vez em quando lê minhas, nossas, lembranças aqui.

    Então, deu peninha da mamãe??? Deu?
    Mas, diminuir as horas na net vai me fazer bem. Não passo muito tempo não, o problema talvez seja a idade chegando. Credo...
    Mas se for isso, porque então o aspirador de pó não me deixa com LER? Nem a colher de pau que mexe e remexe as panelas, todo santo dia. Humppffff!!!!!!




    Mas logo logo quem vai pra cozinha serão vocês dois, meus lindinhos.Ahh e você já pode ir se encaminhando pra lá e fazer aquele chazinho "pla shua mamãejinha que shó voshê shabe fajer"...
    enviada por Nina



    04/03/2008 06:30

    Uma Árvore, uma Menina e o Orgulho Tosco da Mamãe

    Existem histórias de nossos filhos que toda mãe adora contar, já notou? Sempre existe aquela mãe que conta toda orgulhosa o progresso de seus filhos, sem se importar se o ouvinte tá a fim de suportar a ladainha por horas... mas mãe, não adianta, é tudo igual mesmo. A gente adora falar dos nossos pimpolhos e das suas descobertas!
    Então "senta que lá vem outra história"...

    Na escola da Laura, quando ela tinha cerca de 9 anos, os alunos tinham que apresentar algo sobre o tema Plantas da Amazônia, ou algo assim. Eles precisavam levar fotos ou plantas, algo que pudesse auxiliar visualmente os outros alunos a conhecer a tal planta. Laura decidiu falar da castanheira, uma árvore frondosa, gigante, da amazônia. Pesquisamos juntas, e ela levou cascas da árvore (que pode ser usada pra chás), folhas, distribuiu os frutos que são as famosas Castanhas do Brasil, ou do Pará, como alguns chamam, entre os coleguinhas, levou pedaços da madeira,que pode ser usada pra diversos fins, e fizemos um bonito cartaz juntas. Eu não estava presente, mas como trabalhamos juntas nessa apresentação, estava ansiosa pra saber como havia sido.
    Quando cheguei pra perguntar a professora como Laura tinha se saído, ela falou muito feliz e comovida, que Laura esteve hiper bem, que havia sido a melhor na apresentação. E o que a professora mais havia gostado tinham sido as últimas palavras da Laura: „ então coleguinhas, eu falei sobre a Castanheira do Brasil, que como minha mãe, Engenheira Florestal Nina sempre diz, é a Rainha da Floresta“.
    Vocês imaginam como ficou a minha cara de alegria??? de satisfação?? de emoção???
    Sim, eu chorei amigos!!na frente da professora meus olhos se encheram de lágrimas...eu chorei... snif, snif.

    Só quem é mãe entende isso. Só quem é mãe pra chorar ao assistir seu filho num palquinho simples da escola humilde, mexendo a boca fazendo de conta que tá cantando, acompanhando os coleguinhas, cantando aquelas músicas batidas, mas que tanto nos emocionam no dia das mães ou dos pais, só quem é mãe pra entender aquele olhar inquieto no palquinho procurando ansiosamente pela mamãe ou papai no meio de tantos e quando finalmente enxerga, abre o sorriso mais lindo e orgulhoso desse mundo, que chora nos primeiros dias de aula, que chora pra não ir pra escola, que se agarra na barra da saia pra não deixar a tranquilidade do seu lar pra ir ao encontro do desconhecido, do novo, a escolhinha! Só sendo mãe pra deixar que o filho parta pra uma nova vida, numa outra cidade, pra faculdade, pra morar com amigos, ou sozinho, pra casar, ter uma família...

    Só sendo mãe pra entender a grandiosidade desse afeto. Pra ver o seu novo adulto como o seu eterno filhinho.



    Você já comeu a castanha dessa árvore? Hmmm,coisa boa. Nós comemos ontem, o papai da Laura e João enviou. Só faltou o tucumã...
    enviada por Nina



    03/03/2008 06:42

    Nossa Terra

    Ontem estivemos no cinema, pra assistir um documentário chamado Nossa Terra, não sei ao certo como é o nome aí no Brasil. Só passei aqui pra dizer que é bem interessante, com cenas nunca antes feita por câmaras. Se você tem filhos,leve-os ao cinema, assim você começa a ensiná-los a importância da conscientização ambiental.
    Clique aqui pra visualizar um pouco do documentário
    Nossa Terra e entender como as estaçoes são importantes para a manutenção da vida na terra, a nossa casa.
    enviada por Nina



    29/02/2008 12:28

    Preguiça ._."

    Oi pessoas! o/
    Bom, não sei se alguém notou...mas eu estou meio lerda aqui no blog...antes de me tacarem pedras, deixa eu me explicar! >.<

    ***Motivos que me dão preguiça de escrever:***

    ->Aulas. É, eu estudo! Pode parecer piada, mas às vezes eu estudo! XD
    ->Sem muito cometários...bom, uma das coisas que mais me inspiram a escrever são os comentarios de vocês...(isso mesmo! Vocês! Por isso, se querer ler bobagens minhas..tratem de comentar!! XD)
    ->Ocupada. Sabem quantas coisas eu tenho que fazer no pouquíssmo tempo que eu tenho aqui? Escrever fanfic, arrumar arquivos, responder recados, ver letras de música, ver site da Witch, manter o contato com as pessoas no MSN...não é mole não! u.u
    ->Coisas da vida aqui desse lado. Arrumar quarto, fazer lição, cuidar do cabelo, fazer chá pra dor de cabeça de mãe, manter o meu cérebro funcionando lendo alguma coisa útil...oh vida!

    Bom, tem mais...(tem nada! É só falta de ter o que fazer mesmo!)...mas eu cuido disso depois. O importante é vocês saberem que eu ainda estou viva, ok? XD



    Ok, eu não tô estudando taaanto assim, feito a menininha...mas vocês entenderam né? -.-"
    o/
    enviada por Yume



    29/02/2008 09:48

    Delicadeza

    Estava pensando no poder que podem ter as palavras. Tanto para o bem quanto pra o mal.
    E onde podem estar presentes, em lugares certos ou inapropriados.
    Não gosto de falar palavrão, mas neste caso é necessário, para melhor ilustrar a cena que presenciei há alguns anos.

    „Oooooh seu filho duma puta, sai do meio da rua desgraçado, de repente passa um carro e passa por cima de ti, caralho“...


    Sabe de quem eram essas palavras delicadas? Gritadas ao vento, num tom de raiva, de praga, de ignorância? De uma mãe pra seu filho de cerca de 6 anos (!!!!!!). Claro que a casa era numa rua pobre de um bairro lá em Itacoatira, mas poderia ser em qualquer outro lugar. Mas me pergunto desde quando pobreza é sinal de ignorância? Sinal de grosseria? Sinal de má educação? Sinal de pobreza espiritual???? Sim, essa última eu compreendo, é mais ignorância espiritual que outra coisa. Essa ignorância é muito real em muitos de nós.

    Estou tentando entender, explicar o porquê das palavras duras da mãe, porque tem que existir uma razão. Ela poderia estar aqui do meu lado e me dizer: „ora bolas mocinha, tente você também ser uma mãe de uma porrada de filhos, tendo um marido grosseiro, que te bate, ser pobre, ter fome. Eu nunca tive educação, não sei como devo educar meus filhos, eles são tantos, não sei usar palavras de frescura não...e eles são uns capetinhas mesmo...“
    Acho que ela se explicaria assim.
    E eu talvez responderia que existem pessoas que simplesmente não deveriam ser pais.
    Isso é muito sério.

    Cuidado com as palavras que você dirige ao seu filho. Elas têm um poder real, absoluto. E ganha um tamanho absurdamente maior dentro da cabecinha dele. As suas palavras irão uma revolução dentro da cacholinha nova em folha que ele possui. Louca por informaçoes. Abertinha que está para coisas novas. E quando algo tão profundo vem da mamãe dele, ele é obrigado a aceitar como verdade, pois ela é a pessoa junto com o papai, que mais tem poder sobre ele.

    Cuidado, não fale que seu filho é isso ou aquilo, de forma negativa. Não xingue seu filho. Se ele fez algo de errado procure sempre lembrar que ele é criança e que crianças erram, nós adultos erramos todo o tempo, imagina eles que estão aqui há tão pouco tempo... quando ele, seu filho, fizer algo que vc não gostou, explique, castigue, brigue, pode até, se for do seu estilo, dar uma palmada (eu não gosto e não recomendaria, mas cada um sabe o que deve fazer, como deve educar) mas explique o motivo pra seu pequeno. Fale que ele fez algo errado e por isso, por este motivo específico, você o está repreendendo.
    Seja claro com seu filho e mostre que está chateada com a atitude dele, e não,nunca absolutamente nunca, com ele, ou com quem ele é.

    Seja uma mãe agradável.
    Seja um bom exemplo, e no lugar de palavras ruins, faça da sua vida com ele um ritual de bençãos. Aprenda a abençoar seu filho, com palvras boas e de alegria, todas as horas de sua vida, olhe pra ele e diga palavras bonitas. De incentivo. De amor. De delicadeza.
    Abençoe seu filho.
    Abençoe sempre.



    Use de delicadeza
    enviada por Nina



    28/02/2008 10:19

    Sempre Roberto

    Estava na net, à procura de músicas pra ouvir, ou fazer donwload. Ooooh coisa difícil, viu??!! Como sou antiguinha, ou seja, não sou muito fã dessas músicas atuais que estão por aí hoje, então, a procura se torna ainda mais dura. Acabei parando num site de músicas em formato mid, e não mp3, pode até ser um problema se eu quiser ouvir num mp3 player ou tentar ouvir num cd normal, mas quero só pra ouvir aqui no meu pc, já que enquanto escrevo aqui ou em qualquer outro lugar, minha inspiração sempre é a música. Então. Outra inspiração surgiu enquanto eu ouvia, claro, Roberto Carlos. As imagems que me vieram à mente foram exatamente aquelas com minhas irmãs, pequenas, no máximo 10 anos, sentadas no quarto, na beira da calçada ou deitadas todas na rede, e acompanhando as músicas do Robertão numa revistinha que era muito vendida nas bancas de jornais antigamente (antigamente é ótimo!! É, os tempos estão chegando mesmo...) onde encontrávamos todas as cifras e letras das músicas dele ou de qualquer outro artista (artista então, ooohh coisa velha, parece minhas tias se referido a algum „artista da televisão,rsrsrs...). Mas voltando ao assunto da revistinha e o Roberto, aquele era um dos nossos momentos mais felizes, quando a gente acompanhava as músicas. Era tão bom cantar com o auxílio da revista, que às vezes cantávamos empolgadas, sozinhas, sem os discos, sempre juntas. Lembro da minha irmã Nil, ela amava Roberto Carlos. Hoje eu não sei se ela ainda curte, mas minha irmã mais velha,adora. Tá até se programando pra casar tendo músicas do rei como tema. Legal!!!




    Ahhh, mas esse aí é incrível mesmo. Quando a gente é menina, fica rindo da nossa mãe porque ela ouve essas músicas que pra gente que gosta de fazer tipo, é brega! (naquela época). „Ahhh mãe, troca essa música aí, coloca As Patotinhas (quem lembra?? „Não empurre, não toque, estamos de patins, se você nos empurra acho que vamos cair“ rsrsrsrs“) mas no fundo, adoramos ouvir e ver a família num dia alegre de sábado, ou domingo. Enquanto brincávamos na frente da casa, no horário de 5 horas da tarde, quando o sol tá diminuindo sua intensidade, e a gente lá, com os amiguinhos da rua, com os irmãos, alguns primos que moram perto da casa, brincando de boneca, de casinha, de pular corda, e então a gente olha pra dentro de casa e vê nossa mãe, cantando alto, ou preparando o jantar, ou ainda o lanche da tarde, pra gente se reunir na mesa e tomar uma saladinha de frutas, ou comer um bolinho „de caixa“, ou ainda melhor, um bolinho de chuva com café com leite ou achocolatado... tem momento mais gostoso do que esses na infância???

    e hoje a gente adora ouvir as músicas e lembrar daquilo tudo, que tá guardadinho no coração.

    E Roberto Carlos tem uma intensidade que não dá pra descrever. E ele tem essa responsabilidade de fazer parte de momentos tão mágicos da nossa vida. De tantas vidas pelo Brasil afora. De norte a sul. As músicas dele, me lembram algo que, ou eu penso que não vivi, ou não vivi de fato, ou não sei ao certo, me lembra algo bom na memória, e sei que isso não é só comigo, tem muita gente mais velha que sente o mesmo, ou seja, Roberto é dessa geração de pessoas que têm lembranças de um tempo bom e que têm saudade da tranquilidade da vida que nós tínhamos antes. Da segunrança da nossa mãe por perto. Da segurança da nossa infância. Pode ser só impressão que a vida fosse mais tranquila, pode ser...

    Voltando ao presente, e batendo cabeça pra encontrar as músicas de Roberto na net, hmmm, páro um pouco na procura, porque preciso nomear o estilo... penso, penso, e na hora digito somente, Roberto Carlos, porque que tipo de música é aquela? É simplesmente Roberto Carlos. Esse é o tipo de música. Entende? Ele é o estilo.

    Alguns dirão que isso é brega até dizer chega. Outros é lembrança pura. De um tempo puro, que não volta. Tempo da nossa infância querida




    Afinal, tem coisa mais linda que a infância da gente?!
    enviada por Nina



    27/02/2008 06:28

    Anjos à sua volta

    Você já encontrou anjos pelo caminho?
    Eu já! Na verdade, muitos.Muitas pessoas já cruzaram meu caminho e me ajudaram de algum forma, eram anjos, mas dificilmente dá pra perceber.
    Nossa ignorância e insensibilidade nos faz cegos, nos torna incapazes de percebê-los,
    mas algumas vezes eles são tão visíveis que podemos notar, e até agradecer.
    Uma vez aconteceu comigo.

    Estávamos eu e meu marido, cansados, voltando de uma viagem, dois dias sem dormir direito, super cansados, depois de um vôo atrasado e com pouso em outro aeroporto, devido mau tempo. Com fome, cansados, e ainda precisando pousar numa outra cidade. Precisávamos pegar um ônibus e um trem, pra só daí, pegar o carro que ficou no outro aeroporto. Não tínhamos dinheiro, porque o que tínhamos era euro, e onde estávamos, euro não era aceito. O caixa automático não funcionava e não havia nenhum sinal de outro caixa por perto, ou seja, nem dinheiro pra o ônibus nós tínhamos. Eu estava calada, procurando entender o que meu marido xingava sem parar. De repente, veio uma mulher do nada e nos ofereceu o dinheiro para o ônibus. Disse que havia visto meu marido tão esbaforido, que precisava fazer alguma coisa por nós.
    Meu marido ficou olhando pra mulher, uma jovem senhora, de uns 50 anos, cabelinho branco, curto, um olhar sereno e um contante sorriso no lábios, tinha uma mochila nas costas e estava também de partida, iria passar uns dias em Paris, com uma velha amiga.

    Meu marido ficou calado e extremamente envergonhado, por reclamar tanto sem prestar atenção aos sons que o mundo faz. Sem ouvir o ruflar das asas dos anjos em volta.

    Eu perguntei então, o que poderíamos fazer por ela, e ela disse: „hmm, talvez tomarmos juntos uma coca cola no aeroporto“.

    Tomamos um café, uma coca, comemos um croissant, agora já com o dinheiro que pegamos num caixa automático do aerporto, e esperamos com ela na fila de embarque, até a hora de seu vôo. O anjo iria voar de avião naquele dia, e não com suas asas, como de costume.

    Agradecida falei com Michele, era esse o nome do anjo aquele dia, que ela foi um anjo para nós. Não somente por nos dar o dinheiro que precisávamos, mas por mostrar que sempre existe uma saída.

    Ela riu e disse que não era anjo, que apenas sentiu vontade de nos ajudar.

    Anjos são assim, dificilmente revelam a sua verdadeira identidade.




    Não feche seus olhos para as belezas da vida, e procure enxergar mais do que o simples e talvez complicado momento presente
    enviada por Nina



    26/02/2008 07:05

    Beatriz

    As Tias
    poesia de Cleonice Rainho

    "Tenho mais tias
    que as titias,
    irmãs da mãe e do pai.
    Vejam só:
    uma tia me ensina
    a dançar,
    outra me ensina
    a rezar,
    uma senta comigo
    para historinhas
    contar,
    outra me olha
    a brincar,
    uma...
    outra...
    Mas, a tia
    de quem mais gosto...
    — Posso falar?
    É a que mostra
    as sementinhas das letras
    e me faz ler e estudar".

    Parabéns pelos 3 aninhos querida Beatriz, que você goste sempre da escolinha, e que por lá, tenha muitas alegrias e descobertas.
    Com amor
    da tia mais coruja que existe




    "Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança."
    Beatriz Hoffmann
    enviada por Nina



    25/02/2008 06:35

    Brasil, ahh Brasil, quando vamos melhorar???

    Ontem, no meio do inverno, fez um dia lindo, com uma temperatura de 18°... Uau!!!!! que delícia foi caminhar pelo rio Reno com um ventinho gostoso e um solzinho brilhando nas águas...
    Todos os dias estão com um sol lindo lá fora, mas o frio não condiz com o sol. Mas ontem foi bacana. Tinha sol e tinha um certo calor. Então aproveitamos pra dar uma passeada.

    Foi uma tarde agradável, apesar de que dona Laurinha inicialmente não quisesse ir. João não quer nem saber, falou em sair, ele já está prontinho,mas Laura quer mesmo é ficar em casa de frente ao computador,isso não posso permitir.

    Mas é sempre assim, ela não quer sair nunca, mas acaba indo e se divertindo muito. Não entendo!

    No sábado, eles sairam sozinhos, foram a outra cidade encontrar uns amigos e patinar no gelo. Já fazem algumas coisas sozinhos, fico contente que estejam se adaptando, crescendo.
    Fazer isso aqui é até fácil, afinal estamos num país relativamente seguro. Triste é pensar que no Brasil, os pais não podem permitir tais coisas de seus filhos, já que seria até perigoso.
    Pensar nisso me entristece.
    Pensar em que ponto somos prisioneiros de nós mesmo, em nossas próprias casas.

    Escrevi um desabafo sobre isso no outro blog, que tenho com minha irmã, no Blogspot. Quem quiser passar lá, o endereço é
    http://sorriamenina.blogspot.com/
    enviada por Nina



    22/02/2008 06:20

    Cunhantã

    „Sou cunhã, sou cunhantã. Filha da selva encantada. Sou feliz, sou Jaçanã. Pelo verde consagrada. E a pluma do Uirapuru. Me destina a ser amada.

    Meu corpo de moça nova. Cunhantã quase cunhã. Tem as curvas do meu rio. O mureru mais macio. E o barro das ribanceiras. Banzeiro de águas no cio.

    Sou companheira do vento. Cativo embalando sonhos. Me faça redemoinho. Na rede atada me ponho. Em palmas verdes cantando. Verdes cabelos dançando.

    Sou cunha, sou cunhantã. Inajá roxo açaí. Sou bacaba, tucumã. Sou pupunha, buriti.

    Meu maná maniva brota. Macacheira, mandioca. De manhãzinha na roça.
    Amasso a massa seu mano. Pão chibé nossa farinha. Afasta a fome e seu flanco.

    De tardinha planto flor. Tomo meu banho de cheiro. Mas só tem minha carícia. Quem acha o verde que vivo. Nessa cuia abençoada. Nesse peito cunhantã. Meu segredo e meu poder. Sagrado muiraquitã“.


    Adoraria que vocês pudessem ouvir esta canção,que é de autoria de de Torrinho, Thiago de Mello e Aníbal Beça, mas não achei uma maneira de fazer isso. Sou muito „burraldina“ em internet... snif snif.

    Saiba apenas que na voz da grande intérprete amazonense Márcia Siqueira, é a coisa mais amazônica que existe pra mim. É uma poesia cabocla, com termos que só quem é daquele Amazonas de rios de águas tranquilas entenderia. Ou não.

    Fala da mulher cabocla, de como ela é forte, trabalhadora, guerreira, sexy, dentro de sua vida verde, no meio da floresta, dependendo dela, tirando dela o seu sustento, da melhor maneira que pode, porque é uma vida difícil, cheia de necessidades que as cidades grandes não entendem. Da mulher que trabalha de dia, tendo o calor do sol queimando sua pele já morena e cansada, mas conseguindo ainda enxergar a beleza do brilho do sol nos rios e que vai deitar com a beleza indescritível do reflexo da lua nas águas... encantamento puro!!!

    Aliás, você já foi ao Amazonas??? Não?? Então vá!



    Foto: Pedro Martinelli
    enviada por Nina



    21/02/2008 11:53

    Água é assunto sério

    Segundo a Folha de São Paulo, "em Londres, o prefeito Ken Livingstone, lançou uma campanha destinada a promover o consumo de água de torneira frente à engarrafada em restaurantes, cafés e outros estabelecimentos.

    "A mensagem é muito simples. Não tenham vergonha de pedir água de torneira no restaurante". Na opinião de Livingstone, dessa forma os londrinos economizarão dinheiro e ajudarão a salvar o planeta.

    "Bebendo menos água engarrafada, reduziremos as emissões de gases procedentes da produção e do transporte, e contribuiremos para resolver o problema do que fazer com as garrafas usadas", afirmou.

    Segundo um estudo, um copo de água de torneira em Londres "gera" o equivalente a 0,3 grama de CO2, enquanto um copo de água mineral das marcas Volvic ou Evian "libera" 185 gramas de gás carbônico na atmosfera".


    Nooooossa, eu acho uma ótima idéia, mas isso eu só consigo entender agora, que moro por essas bandas, porque vinda do Amazonas, no mínimo o que você iria ganhar bebendo água da torneira, era uma boa coleção de cloriformes fecais na sua barriguinha, aumentando assim a coleção ali já presente.... isso no MÍNIMO!! E isso, lá, no Amazonas. Não gosto de colocar as coisas de forma generalizada, não conheço o Brasil tão bem quanto gostaria, de norte a sul, por isso me refiro apenas ao meu estado, que sei o quanto, apesar de termos tanta água, com tantos rios de água doce, temos ainda uma das piores águas em termos de qualidade saindo de nossas torneiras.

    Meus filhos bebiam água filtrada, fervida e colhida nos filtros de barro... e aida assim, sempre apresentaram problemas intestinais.
    Isso é algo muito sério no norte do país. Nossas crianças nem o direito de crescer com saúde têm naquela região.

    Aqui bebe-se água da torneira, assim como eu já presenciei no sul do Brasil. Não tenho certeza da qualidade da água por lá. Aqui, a fiscalização é tão rigorosa, que o povo fala que a água da torneira é mais limpa e confiável que a água mineral engarrafada.

    Coisas de primeiro mundo...
    enviada por Nina



    19/02/2008 06:19

    ReDescobertas

    “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia…e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
    (Fernando Pessoa)

    É exatamente isso o que me proponho hoje. Fazer uma limpeza nas minhas gavetas, jogar as coisas antigas, doar as roupas que não uso mais, fazer um novo corte de cabelo, arriscar uma nova cor, pintar as unhas de preto, azul, ou vermelho, ler um livro diferente, fazer um passeio que nunca fiz antes, arriscar um prato novo na cozinha, conhecer pessoas novas, fazer um novo caminho pra ir ao trabalho, a escola, não ter medo de arriscar, escrever poesia, escrever "uma carta" pra um velho amigo, falar com descohecidos, tirar a poeira dos cantinhos, ouvir um cd que nunca ouvi, me desfazer dos meus preconceitos com relação ao novo, e muito mais. Começar uma nova vida. Pelo menos dentro de mim mesma.
    Sem medo de ser eu mesma, sem medo de ser feliz.




    Aprender a caminhar por novos caminhos
    enviada por Nina



    14/02/2008 08:00

    Dia de Amar...

    Hoje é Dia Internacional do Amor, ou seja, Valentine´s Day por aqui. Dia dos Namorados.
    Você não sabe quem foi São Valentim?? Olha aqui então um pouco da história dele que peguei no Wikipédia.
    „O imperador Claudius II, havia proibido a realização de casamentos em seu reino, porque queria que seu exército aumentasse e ficasse poderoso. Afinal, casando os homens teriam outros interesses e evitariam o alistamento. No entanto, havia um bispo romano, de nome Valentine, que continuou a celebrar casamentos de forma sigilosa. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram-se apaixonando e a jovem milagrosamente recuperou a visão. Mesmo com todo o esforço da uma pequena parte da população e do amor que passou a sentir, Valentine foi decapitado exatamente nesse dia, 14 de Fevereiro de 270 d.C“.



    E os jovens continuam acreditando no amor...e os mais velhos.. e os velhos...

    Estava na cidade vendo vários homens, jovens ou não tão jovens, levando flores. Alguns de terno, outros de tênis all star, alguns levando as flores em direção aos seus carros, outros, na mochila, outros nas garupas das bicicletas...





    muito bonitinho ver que o romantismo está de pé. Laura perguntou ao meu marido, anteontem, se ela acordaria e veria a casa cheia de flores no dia 14... hahaha, ele falou que não, já que isso é imposição das floriculturas, mas que no outro dia sim,a mulherzinha dele ganharia flores... Laura ficou indignada, e eu só conseguia rir das loucurinhas que minha filhinha faz. Ela é tão engraçada. João escuta a irmã e ri o tempo inteiro do que ela faz ou fala. Ele é o maior fã que Laura tem na vida.

    Mas então, voltando ao tema, sei que no Brasil o dia dos namorados é só em junho, mas enfim, como estamos no clima de romance, desejamos muito amor na sua vida.



    Com ou sem namorado,o amor está em todo lugar
    enviada por Nina



    12/02/2008 14:49

    É Legião!! /o/

    Oi gente!
    Nossa, faz uma vida que eu não passo aqui..e é só preguiça mesmo! XD
    Bom...o dia foi bem normal...acordei 8 da manhã porque tinha tempo vago! O professor tá doente! \o/
    (que horror, e eu aqui comemorando ¬¬")
    Mas conhecendo ele, deve ser só gripe mesmo ^^
    Bom, fora isso, foi tudo na mesma...
    Mas pras vocês não me acharem uma chata, ainda por cima depressiva (ok, eu admito que meu último post tava meio deprê) eu vou postar uma música linda, da Legião Urbana, que tô ouvindo agora!! ^^

    Quase Sem Querer

    Tenho andado distraído
    Impaciente, e indeciso
    E ainda estou confuso, só que agora é diferente
    Estou tão tranqüilo
    E tão contente!

    Quantas chances despedicei
    Quando o que eu mais queria
    Era provar pra todo mundo
    Que eu não precisava
    Provar nada pra ninguém

    Me fiz em mil pedaços
    Pra você juntar
    E queria sempre achar explicação pro que eu sentia
    Como um anjo caído
    Fiz questão de esquecer
    Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira

    Mas não sou mais
    Tão criança
    A ponto de saber tudo

    Já não me preocupo se eu não sei, porque
    Às vezes o que eu vejo, quase ninguém vê
    E eu sei que você sabe, quase sem querer
    Que eu vejo o mesmo que você

    Tão correto
    E tão bonito
    O infito é realmente um dos deuses mais lindos
    Sei que às vezes uso
    Palavras repetidas
    Mais quais são as palavras
    Que nunca são ditas?

    Me disseram que você
    Estava chorando
    E foi então que eu percebi
    Como que lhe quero tanto

    Já não me preocupo se eu não sei, porque
    Às vezes o que eu vejo, quase ninguém vê
    E eu sei que você sabe, quase sem querer
    Que eu quero o mesmo que você

    * * *

    Não é demais? Me viciei nela! XD
    Observação: eu fui escrevendo, assim, na doida mesmo. Então não me culpem se tiver algum erro na letra, ou na gramática! ^^"

    Eu também queria postar outra legal...a "Geração Coca-Cola", mas a música é muito rápida e confusa, ainda não consegui pegar tudo pra cantar junto XD



    Me diz, porque que o céu é azul?

    Tchau! o/
    enviada por Yume



    11/02/2008 14:23

    Começando a semana com um sorriso

    E mais uma semana começando. O carnaval acabou por aí, então agora é que o ano começa não é?! Gostaria de saber até quando esse será um dilema, uma constante no Brasil. Sei que em vários setores do Brasil, isso não existe mais, como nas pequenas empresas, onde se você pára, você não vai pra frente, ou nas grandes empresas, onde se você pára, você não continua na frente. Mas no governo... nas escolas... nas instituiçoes públicas. "É uma vergonha!" como diria Boris Casoy.
    De qualquer maneira, aqui neste blog, trabalha-se!! rsrsrs

    Ontem estivemos em mais um desfile de carnaval, olha o trabalho... dessa vez foi numa pequena cidade da Suiça. Os desfiles têm a mesma aparência dos da Alemanha, mas é um pouquinho mais interessante. São dois, um mais cedo, com desfile dos mascarados, com música nas bandinhas, confetes, distribuição de balas, entre outras coisas, tipo, brincos, lenços de papel, bolinhos, salgadinhos, bolsas de lona pra fazer a feira, flores, muitas flores. E tem o desfile da noite, onde o início é com bandinha tocando flauta, e depois vêm pessoas carregando algo como lamparinas, muitas, com desenhos iluminando as ruas, onde todas as luzes são apagadas. E as lamparinas descem as ladeiras. Muito bonito! Depois segue o fogo, muitas madeiras secas, pegando fogo, estalando no ar, formando desenhos, aquecendo o frio de 4 graus. E iluminando os olhos das muitas, muitas pessoas ali presentes (me lembrou mais a festa junina no Brasil e nos encheu de saudade esse tempo que a gente adora no nosso país... a lembrança nos fez cantar, eu e Laura, "olha pro céu meu amor, vê como ele está lindo, olha pra aquele balão multicor, que lá no céu vai subindo"rsrsrsrs)...
    Depois do fogo?? não sei, estávamos cansados demais, e voltamos pra casa, afinal hoje as crianças já teriam aula.

    Mas o que eu acho mais legal na Suica, é a quantidade de rostos diferentes que vemos ali. Eles denominam a Suiça de um país Multi-culti. Não é tão variado como no Brasil, é claro, mas pra um país europeu, é interessante. É uma grande mistura de pessoas, indianos, africanos, mexicanos, árabes, muito brasileiro (ouvimos muito português ontem), enfim.
    Aqui também tem tudo isso, a questão é que lá o país parece ser mais aberto ao estrangeiro, além de ser menor, por isso vemos tantos estrangeiros.
    Bonito de ver todo mundo vivendo bem, tranquilamente, apesar de tantas diferenças. O europeu aprendeu a respeitas as diferenças entre os povos. Esta é a minha impressão.

    Bom, entre um desfile e outro, demos uma passadinha num espaço cultural, onde estavam expostos quadros de arte moderna, então pensamos em vocês, mandando um beijo de boa semana!!!




    A foto não está muito boa, mas o "beijinho de peixinho" sou eu, e o beijinho ao lado, Laura.
    Um beijo bem grandão no coração de todo mundo!!!
    enviada por Nina



    08/02/2008 08:21

    Lavando a alma

    Gente, como eu sonho! Ontem, num comentário, falei que tenho uma caixinha de memória, mas que não possuo a chave, só algumas pessoas, música, cheiros, emails de amigos conseguem abrir. Mas que quando lembranças negativas tentam sair da caixinha, procuro fechá-la rapidamente. Então. Sonhei com isso. Não com a caixinha, mas com as lembranças negativas.
    Como se livrar delas?? o que fazer com esses fantasmas que nos perseguem? Que pairam sobre nossas cabeças?
    Existem coisas que não passam. É uma pena, você fica velhinha, e aquela coisa permanece. Você tenta mil e uma coisas, mas aquilo não vai embora.
    E aí entra em cena algo muito importante, que faz parte do aprendizado dessa nossa vida, a libertação de uma mágoa.

    Alguém já te magoou? A mim já, muitas vezes. Mas houve alguém que me magoou muitíssimo. Muito mesmo. Me machucou a alma, me feriu grandemente. Tenho a alma limpa, nova, pura, mas machucada, com um ferimento que de vez em quando, apesar de cicatrizado, sangra. E dói. Dói porque tenho que limpar o ferimento com água do perdão. E essa água é meio rara, sabe?! Só consigo encontrá-la em lugares especiais.

    As lágrimas limpam o ferimento, elas vêm devagar, e vão lavando devagar. Escrever sempre me ajudou a lavar esse ferimento. Às vezes, quando escrevia só no papel, queimava a folha com o problema, e já me sentia melhor. Afinal, o fogo purifica. Posso também lavar meu ferimento debaixo do chuveiro, e enquanto a água limpa, imagino o sangramento indo pelo ralo. O sorriso dos meus filhos também me ajuda a lavar o machucado. A necessidade deles se alimentarem, estudarem, crescerem limpam o meu ferimento também, porque me mostra que preciso continuar a minha vida, pra alimentá-los, ensiná-los, dar a eles o melhor.
    Mas existe algo que é „O Remédio“, O Abraço de Deus. Pra isso eu tenho um ritual. Quando o ferimento está doendo demais, e não estou conseguindo limpar sozinha, e o sangramento não pára, vou até um cantinho do meu quarto, peço pra não ser incomodada e falo com Deus. Abro o coração, falo com Ele e as lágrimas vêm em abundância. Daí depois isso, eu falo: „ai Deus me dá um abraço“. E Ele vem e faz o que pedi. Ele simplesmente abraça a filhinha dele. E a mocinha aqui se levanta nova em folha. É como se a alma que estava lá em baixo, altamente machucada, jogada no chão da lamentação, se reerguesse, desse uma pulo, um suspiro aliviado.

    Num dos meus dias de grande sangramento da alma, logo depois de receber esse abraço, já totalmente revigorada, vi uma abelha batendo no vidro da janela do meu quarto. Ela batia como se quisesse chamar a minha atenção. Minutos antes, estava lendo algo sobre o sumiço de abelhas em plantaçoes. E ninguém sabia pra onde os enxames estavam indo. Diziam que talvez pro céu, que Deus estava sumindo com elas, não lembro muito bem da matéria, mas era algo assim. Se é verdade não sei, o que sei é que Deus usa pequenos sinais pra mostrar que Ele existe, e está mais perto do que pensamos.

    E você, já recebeu um abraço especial hoje???? Não? Então dê! e depois receba o nosso abraço




    Mas como hoje já é sexta feira, desejo então um ótimo fim de semana. Que você aproveite bastante e se divirta muito. Curta os momentos com a família, com o namorado, marido, esposa, com os amigos, com os filhos.
    Desejo também que as crianças saibam que elas têm o amor de seus pais. Que aconteca o que acontecer, elas sempre saibam que os pais os amam muito. Isso pra uma criança é tudo, significa segurança. É o ter certeza de se sentir amado.
    Bom fim de semana a todos e muito amor. Sempre!
    enviada por Nina



    07/02/2008 09:42

    Assunto sério...

    Nossa, nem sei do que falar! Que tal doces? A vida boa que se tem quando não tem aula? O tempo que eu passo da net...perdendo tempo??
    o.o
    Quer saber? Deixa isso pra lá... ^^"

    Vamos procurar um bom assunto...por exemplo...música!
    Tudo bem é batido, a "dona Nina" já escreveu dois posts sobre isso...
    Mas tudo bem! Eu faço mais um!! \o/

    Por exemplo...ontem eu estava ouvindo Legião Urbana, e hoje fui pesquisar um pouco sobre a banda na internet...sabiam que o vocalista/guitarrista-com-uma-voz-incrivelmente-linda morreu de AIDS?
    Depois desse baque (sim, foi um baque) eu fui pesquisar mais sobre outra cantora que eu adoro: a Cássia Eller. Ela morreu provavelmente de orvedose! E não foram só esses dois...o Cazuza, Elis Regina, o Elvis...(tudo bem, o Elvis eu não tenho certeza).
    Enfim, todos esses grandes cantores morreram com uma doença séria! E muitos deles cantavam, nas suas músicas, sobre as formas de evitá-las, falavam muito sobre camisinha, sobre as drogas, sobre a AIDS...que belos exemplos!!

    Aí chega um fã revoltado dizendo que não foi culpa deles, quem sou eu pra ficar falando sobre isso e blá blá blá...
    Gente! Eu sou fã deles também!! É que eu acho que isso não é certo!

    É triste, é realmente triste.

    Aliás, vocês já repararam que muitos cantores morrem jovens? O John morreu assassinado por um fã!! É possivel uma coisa dessas?! A banda "Mamonas Assassinas", que fez muuuuito sucesso uns anos atrás, cujas músicas eu ainda ouço tocarem nas rádios...eles morreram num acidente de avião!

    Tudo bem, são coisas da vida, mas...não sei não...esses são assuntos que muitas pessoas preferem não falar. Certo, porque traz as mágoas e tristezas à tona. Mas gente! Pode chorar! Chorar faz bem!!

    Há um tempo atrás, meu avô morreu...eu gostava tanto dele! Era avô por parte de pai... Sabe...meu pai não é muito de chorar. Não que eu tenha visto pelo menos. Uma nas únicas vezes que eu o vi chorando foi quando eu e meu irmão viemos pra Alemanha, e ele ficou no Brasil. Mas também, quem não choraria?

    A mamãe diz que ele já foi muito sentimental...e nesses últimos anos, mudou pra caramba.
    Cara, por que?? Qual o problema de chorar??
    Uma das coisas que eu MAIS DETESTO, é aquela velha mania do pessoal de falar que "homem que é homem não chora".

    Quer dizer que só mulher chora? Quer dizer que chorar é pra fracos? Quer dizer que é humilhante??
    Sinceramente, isso é um horror...

    Mas voltando ao assunto, de morte...
    É, eu sei que parece meio estranho falar disso abertamente mas, ah não me importa!

    O meus avôs por parte de pai e de mãe já se foram...será que ele se encontraram no céu?

    Eu estava aqui em casa quando recebi a nóticia, a minha mãe veio chorando, porque tinha recebido um e-mail do papai falando sobre isso. O vô Ruy já estava meio doente (por causa de cigarro..argh! até quando vai existir isso??) e...bem...Deus quis. Fazer o que né?
    Eu só acho que vai ser muito estranho...quando eu for pro Brasil de novo, vou fazer questão de passar lá na casa dele. Por enquanto, é a ex-mulher dele que está lá.
    Tá, vai ser...confuso. Chegar lá e não ouvir a voz do vô dizendo como estou crescida, como meu cabelo está bonito, ir até a praça com ele, meu irmão e meu tio/primo...

    Acho que a pior coisa quando alguém morre, é a lembrança que permanece nos que ficaram. Não que isso seja ruim, eu gosto de lembrar dele, e de outros que se foram...

    Na verdade, eu tenho uma boa forma de encarar a morte: a pessoa está de viajem...só isso. É um lugar tão lindo...o único problema é que não tem como ligar ou mandar cartão postal.

    A única coisa que eu tenho medo não é do que vai acontecer depois... Mas sim...ah, como será que é morrer? (só pra saber...não tenho nenhuma pressa em descobrir tá?? ^^")

    A mamãe acha que Deus separa a alma do corpo, segundos antes da pessoa morrer, talvez ela não sinta nada.
    Não deixa de ser algo otimista né?

    Bom...eu queria escrever mais...só que esse é um assunto bem deprimente (e delicado), então, fica pra outro dia ^^"
    E...pra quem conseguiu ler tudo sem pegar no sono..aproveite bem a vida e pare de reclamar! Porque é só uma que você tem!



    enviada por Yume






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