Entre M�e e Filha
� um blog escrito a quatro m�os, m�os da mam�e, a Nina e da filhinha, a Laura (ou Yume).
Falamos sobre v�rias coisas. A mam�e sempre lembrando das coisas da sua vida, da sua inf�ncia. A filhinha, suas experi�ncias, seu aprendizado, suas pequenas loucurinhas em terra estrangeira.
Blogs e outros links que gostamos muito
16/04/2008 05:57
Sobre amores e blogs
Hoje em dia quando penso sobre o amor, o que me vem à cabeça é algo como este blog. As pessoas costumam falar que amor é igual a uma plantinha, que precisa ser regada continuamente. Concordo.

Mas agora que tenho este blog posso dizer que amor é igual as relaçoes que tenho com ele.
Todo dia venho aqui, olho com carinho, leio e releio, olho tudo um pouquinho, vejo comentários, choro, me alegro e me emociono, escrevo. E o amor não pára por aqui. Ele se distribui quando eu visito outras casas.

E há uma correspondência ou não entre nós.
Porque eu tenho que ir mais de 20 vezes comentar num blog fora do meu, se esse blog não vem uma vez sequer olhar o que é meu?
Eu vou, leio e releio, visito posts passados, comento, dou meu amor, me dôo, e não tenho o amor correspondido. Então canso, e não me dou mais. Simples assim, como deveria ser alguém que na vida, não recebe o que dá. „Ahh, você não me quer? Então, sorte minha, vou sair de fininho de você.

Tchau!"
Mas quando há a troca, o outro vem e retribui o que recebeu. Eu por minha vez, vou e volto. E assim o amor é transportado, é reciclado a cada comentário, a cada post, o amor é renovado. E às vezes esse amor ultrapassa barreiras, vira um email, uma carta, um telefonema, um pensamento em algum lugar sobre alguém que já conheço „bem“, apesar de ser apenas por aqui, num click, e me lembro assim, meio sem querer, no dia a dia.
Torço por essa pessoa, peço a Deus por essa pessoa, me alegro por essa pessoa. E o amor está ali de novo.
Muita coisa se vê em blogs, coisas boas e ruins, coisas bobas e importantes. Mas tenho notado que tudo que permanece de fato, pelo menos para mim, e devido as minhas necessidades, é o amor.
Eu posso gostar de amenidades, posso gostar de moda, de beleza e maquiagem, mas quem permanece é o que mais me interessa, e o que mais me interessa não é maquiagem, não é celebridade.
Mas em vários blogs visitados, vejo que leio, leio e não absorvo nada. Porque o fútil passa por mim sem deixar marcas.
Já o amor fica, permanece e essa marca é indelével. Pessoas que não amam niguém, pessoas que brincam com o amor dos outros, essas passam.
Não gosto de um blog que perde seu carinho por quem vai lá.
Tem blogs que recebem tanto amor e não corresponde nenhum.
Tudo fica impessoal demais.
E esses me fazem lembrar pessoas que são amadas mas que não enxergam o amor que recebem, não pensam no outro.
Ao mesmo tempo leio blogs sérios, leio principalmente os que me falam ao coração e existem alguns que não precisam vir aqui por que o amor é muito grande, a gente percebe, e ele é dividido com muitos. Assim, um amor puro, amor que não cabe de tão grande, amor distribuído.

E é assim que me encontro no amor sincero dos pequenos e simples. Nos pequenos blogs onde por trás deles existem grandes pessoas, que entendem o quanto o amor precisa ser regado como uma planta, ou alimentado diariamente com um novo post, com um comentário de reciprocidade.
E que entende principalmente que às vezes é melhor sair um pouco do blog, e olhar em volta, porque os que amamos estão também aqui do nosso lado, só esperando ser clicados, com receio de serem deletados. Desejando no fundo, apenas serem regados.
Este post é em homenagem às minhas pessoas queridas, Carlinha, Carol, Márcia, Núbia, Pitanguinha, Lino, Ro, Juli, Daniel, Papai Ruy, Klo, Keury, Lou, Cris, Cris,Cris (rsrsrs), Ju, Sabrina, Balzaquiana, às pessoas que lêem mas não comentam, e você.
enviada por Nina
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