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Entre M�e e Filha
� um blog escrito a quatro m�os, m�os da mam�e, a Nina e da filhinha, a Laura (ou Yume). Falamos sobre v�rias coisas. A mam�e sempre lembrando das coisas da sua vida, da sua inf�ncia. A filhinha, suas experi�ncias, seu aprendizado, suas pequenas loucurinhas em terra estrangeira.







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    06/03/2008 04:36

    A bailarina

    Quando ela era pequena, parecia um floquinho de algodão, branquinha, gordinha e macia. Uma carinha gorda e sapeca, conquistava a todos. Depois ela cresceu um pouquinho mais e já queria ficar independente. A mãe que fazia as roupas iguais para as três pequenas mais velhas usarem nas festinhas, ou nas missas ao domingos, era pela irmã mas velha, sempre motivo de grito de indepência, queria sempre a liberdade de usar o que tivesse vontade. Ela então, queria ser igual a mais velha. E a irmã do meio ficava sem entender, porque a irmazinha caçula queria ficar igual a mais velha. Ora, ela queria ser igual a mais velha, e ponto final. Não tinha nada mais importante que copiar aquela que era a livre e sabia falar o que queria: Ahhhhh, a irmã mais velha.
    Quando ela dançou de tule branco, tiara na cabeca, meia arrastão, e sapatilha, a pequena bailarina encantou os sonhos da irmã do meio. Ela ficava lá no pátio da escola, dançando, pulando suavemente, ao som da música clássica com a irmã mais velha, e a do meio, esqueceu a invejinha que sentiu por não ter coragem de fazer o mesmo,e aplaudiu as duas irmãs lindas que tinha. As duas irmazinhas independentes.
    Hoje a bailairina já não dança mais em palcos da escola, mas está reaprendendo a dar seus pulinhos pela vida. Tem pouco tempo, reaprendeu a andar de ônibus. Fazia tempo que não usava esse meio de tranporte. Mas por força das circunstâncias e pelo chamados do filhinho de 2 anos ao motorista, ela precisa. O pequeno segundo floquinho de algodão de cabelos encaracolados, grita no meio da rua, até o caminho do ponto de ônibus: „ei seu motorista, espera por nós“. E a bailarina ri. Como antes, com o sorriso orgulhoso pela força que sabe que possui, ri orgulhosa do Víctor que veio lhe devolvendo a esperança. Ela ri igualzinho quando encantava a irmã do meio com seus pulinhos atrevidos, lá no pátio da escola.

    Feliz aniversário mana. As coisas às vezes ficam difíceis, mas passam. A gente só precisa ser forte nos momentos que estamos fracos. Levantar e andar, apesar dos tropeços. Mesmo que esse andar seja de ônibus, mas continuar. Não pode parar!
    Felicidades e muitas bençãos.
    Com amor daquela que muito te ama, a irmã do meio.


    Figura do site lindo da etsy.com



    Família grande é assim, todo dia tem aniversário...
    enviada por Nina






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