Entre M�e e Filha
� um blog escrito a quatro m�os, m�os da mam�e, a Nina e da filhinha, a Laura (ou Yume).
Falamos sobre v�rias coisas. A mam�e sempre lembrando das coisas da sua vida, da sua inf�ncia. A filhinha, suas experi�ncias, seu aprendizado, suas pequenas loucurinhas em terra estrangeira.
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28/02/2008 10:19
Sempre Roberto
Estava na net, à procura de músicas pra ouvir, ou fazer donwload. Ooooh coisa difícil, viu??!! Como sou antiguinha, ou seja, não sou muito fã dessas músicas atuais que estão por aí hoje, então, a procura se torna ainda mais dura. Acabei parando num site de músicas em formato mid, e não mp3, pode até ser um problema se eu quiser ouvir num mp3 player ou tentar ouvir num cd normal, mas quero só pra ouvir aqui no meu pc, já que enquanto escrevo aqui ou em qualquer outro lugar, minha inspiração sempre é a música. Então. Outra inspiração surgiu enquanto eu ouvia, claro, Roberto Carlos. As imagems que me vieram à mente foram exatamente aquelas com minhas irmãs, pequenas, no máximo 10 anos, sentadas no quarto, na beira da calçada ou deitadas todas na rede, e acompanhando as músicas do Robertão numa revistinha que era muito vendida nas bancas de jornais antigamente (antigamente é ótimo!! É, os tempos estão chegando mesmo...) onde encontrávamos todas as cifras e letras das músicas dele ou de qualquer outro artista (artista então, ooohh coisa velha, parece minhas tias se referido a algum „artista da televisão,rsrsrs...). Mas voltando ao assunto da revistinha e o Roberto, aquele era um dos nossos momentos mais felizes, quando a gente acompanhava as músicas. Era tão bom cantar com o auxílio da revista, que às vezes cantávamos empolgadas, sozinhas, sem os discos, sempre juntas. Lembro da minha irmã Nil, ela amava Roberto Carlos. Hoje eu não sei se ela ainda curte, mas minha irmã mais velha,adora. Tá até se programando pra casar tendo músicas do rei como tema. Legal!!!

Ahhh, mas esse aí é incrível mesmo. Quando a gente é menina, fica rindo da nossa mãe porque ela ouve essas músicas que pra gente que gosta de fazer tipo, é brega! (naquela época). „Ahhh mãe, troca essa música aí, coloca As Patotinhas (quem lembra?? „Não empurre, não toque, estamos de patins, se você nos empurra acho que vamos cair“ rsrsrsrs“) mas no fundo, adoramos ouvir e ver a família num dia alegre de sábado, ou domingo. Enquanto brincávamos na frente da casa, no horário de 5 horas da tarde, quando o sol tá diminuindo sua intensidade, e a gente lá, com os amiguinhos da rua, com os irmãos, alguns primos que moram perto da casa, brincando de boneca, de casinha, de pular corda, e então a gente olha pra dentro de casa e vê nossa mãe, cantando alto, ou preparando o jantar, ou ainda o lanche da tarde, pra gente se reunir na mesa e tomar uma saladinha de frutas, ou comer um bolinho „de caixa“, ou ainda melhor, um bolinho de chuva com café com leite ou achocolatado... tem momento mais gostoso do que esses na infância???
e hoje a gente adora ouvir as músicas e lembrar daquilo tudo, que tá guardadinho no coração.
E Roberto Carlos tem uma intensidade que não dá pra descrever. E ele tem essa responsabilidade de fazer parte de momentos tão mágicos da nossa vida. De tantas vidas pelo Brasil afora. De norte a sul. As músicas dele, me lembram algo que, ou eu penso que não vivi, ou não vivi de fato, ou não sei ao certo, me lembra algo bom na memória, e sei que isso não é só comigo, tem muita gente mais velha que sente o mesmo, ou seja, Roberto é dessa geração de pessoas que têm lembranças de um tempo bom e que têm saudade da tranquilidade da vida que nós tínhamos antes. Da segunrança da nossa mãe por perto. Da segurança da nossa infância. Pode ser só impressão que a vida fosse mais tranquila, pode ser...
Voltando ao presente, e batendo cabeça pra encontrar as músicas de Roberto na net, hmmm, páro um pouco na procura, porque preciso nomear o estilo... penso, penso, e na hora digito somente, Roberto Carlos, porque que tipo de música é aquela? É simplesmente Roberto Carlos. Esse é o tipo de música. Entende? Ele é o estilo.
Alguns dirão que isso é brega até dizer chega. Outros é lembrança pura. De um tempo puro, que não volta. Tempo da nossa infância querida

Afinal, tem coisa mais linda que a infância da gente?!
enviada por Nina
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